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Autoridades haitianas prendem mais suspeitos pelo assassinato do presidente do país, Jovenel Moise

Desde a última quarta-feira, 7, a polícia cercava o grupo, após intensa troca de tiros as capturas foram realizadas

Penélope Coelho Publicado em 09/07/2021, às 07h18

Haitianos participam de protesto após assassinato do presidente Jovenel Moïse
Haitianos participam de protesto após assassinato do presidente Jovenel Moïse - Getty Images

De acordo com informações publicadas pelo portal de notícias G1, na última quinta-feira, 8, forças de segurança do Haiti anunciaram que seis suspeitos pelo atentado que tirou a vida do presidente do país, Jovenel Moise, estão presos.

Segundo divulgado pela agência de notícias AFP, fontes do governo haitiano revelaram que dois dos suspeitos possuem cidadania nos EUA e que um deles seria um ex-guarda-costas, que atuou na embaixada do Canadá.

Em nota, as autoridades do Haiti informaram que já cercavam o grupo desde a última quarta-feira, 7, dia do atentado. Após uma intensa troca de tiros, a polícia revelou que conseguiu prendê-los.

A agência de notícias Reuters informou que o momento das prisões foi transmitido ao vivo por diversos meios de comunicação do Haiti. De acordo com a reportagem, até o momento, sabe-se que sete pessoas consideradas suspeitas pelo crime foram mortas. 


Relembre o caso 

Na manhã de 7 de julho, o primeiro-ministro do Haiti, Claude Joseph, trouxe a notícia da morte do presidente haitiano Jovenel Moise, que faleceu aos 53 anos de idade. Em nota, o premiê informou que:

“um grupo de indivíduos não identificados, alguns dos quais falavam em espanhol, atacou a residência privada do presidente da República" e "feriu mortalmente o chefe de Estado" por volta da 1h da manhã.

O atentado aconteceu na capital do país, Porto Príncipe, na residência oficial do político. De acordo com informações do G1, a primeira-dama, Martine Moise, também foi ferida pelos criminosos, ela foi encaminhada para os Estados Unidos e está recebendo tratamento. A mulher segue internada em estado grave, contudo, seu quadro é estável.

Sabe-se que Moise assumiu o cargo em 2017, mas não tinha o controle do Legislativo desde o ano de 2020, já que não houve eleições do país desde então. O político ficaria na presidência até fevereiro do ano que vem.

Entretanto, a oposição tinha outra interpretação da Constituição haitiana; para eles, o mandato do presidente já havia terminado em fevereiro deste ano. O homem era acusado por seus opositores de tentar instalar uma ditadura ao prolongar sua estadia na presidência, o líder político, por sua vez, negava.