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Autoridades italianas identificam responsável por roubar relíquia de João Paulo II

Segundo os policias, o suspeito, de 59 anos, já possui um histórico de “roubo de bens de natureza religiosa”

Fabio Previdelli Publicado em 14/11/2020, às 12h34

O papa João Paulo II
O papa João Paulo II - Getty Images

Após quase dois meses de investigações, os policiais de Spoleto, província de Perugia, na Itália, anunciaram ontem, 13, que conseguiram identificar o suspeito de ter roubado uma relíquia de São João Paulo II. O furto ocorreu em 23 de setembro, na Catedral da cidade. As informações são da ANSA e foram vinculadas no UOL

Segundo as autoridades, o suspeito é um homem de 59 anos que reside em Figline Valdarno, comuna que fica cerca de 160 quilômetros de Spoleto. O criminoso, inclusive, já possui um histórico de “roubo de bens de natureza religiosa” em toda a região. Agora, ele responderá por crime de roubo agravado. 

Apesar da identificação, as autoridades não conseguiram encontrar o paradeiro da ampola com gotas de sangue de Karol Wijtyla. Os investigadores acreditam que a relíquia possa ter sido repassada para receptores ou colecionadores de peças do gênero, ainda mais porque o ano de 2020 marca o centenário do nascimento do santo polonês. 

A ampola está envolta em um relicário dourado e tinha sido doado à Arquidiocese em setembro de 2016 pelo então arcebispo de Cracóvia, na Polônia, Stanislaw Dziwisz, que também foi o ex-secretário do papa João Paulo II. 

O roubo da peça foi notado por uma funcionária da Catedral durante o horário de fechamento do local. O furto começou a ser investigado imediatamente. Segundo as autoridades eclesiásticas, a relíquia tem um valor “exclusivamente devocional”.