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Autorretrato de Frida Kahlo será leiloado e pode bater recorde

“Diego y yo” pode se tornar a obra latino-americana mais cara já vendida

Isabela Barreiros, sob supervisão de Thiago Lincolins Publicado em 23/09/2021, às 09h43

"Diego y yo" de Frida Kahlo
"Diego y yo" de Frida Kahlo - Divulgação/Sotheby’s

O autorretrato do busto “Diego y yo” (“Diego e eu”) de Frida Kahlo está cotado para ir a leilão pela Sotheby’s em Nova York em novembro deste ano e poderá bater o recorde para uma obra de um artista latino-americano, como relatou a CNN na última quarta-feira, 22.

O busto pintado pela mexicana está estimado em US$ 30 milhões, mais de R$ 159 milhões de acordo com a cotação atual. Segundo a casa de leilões em nota, o valor está muito acima da obra mais cara de Kahlo, que foi vendida a cerca de R$ 42,4 milhões em 2016.

Além de superar o recorde estabelecido em seus próprios leilões anteriores, a pintora também se tornaria a dona da obra latino-americana mais cara vendida em leilão. O recorde atual foi estabelecido em 2019 e é de Diego Rivera, de R$ 48 milhões, marido de Fridaque está, inclusive, representado no busto que será leiloado.

Para a presidente da Sotheby’s e chefe mundial de vendas de belas-artes, Brooke Lampley, o retrato “Diego y yo”, concluído por Frida em 1949, é “uma obra definidora”. 

“Oferecer este retrato em nossa ‘Modern Evening Sale’ em novembro anuncia a recente expansão da categoria Moderna para incluir uma maior representação de artistas sub-representados, especialmente mulheres, e repensar como eles foram historicamente avaliados em leilões”, afirma. 

Anna di Stasi, diretora da Sotheby’s de arte latino-americana, destaca que Kahlo é “um ícone global da arte moderna cujo trabalho é amado em todo o mundo”

“‘Diego y yo’, resume a renderização minuciosamente detalhada, a iconografia complexa e as narrativas profundamente pessoais que são marcas registradas de sua pintura madura”, ressalta.