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Auxílio emergencial de 2 mil dólares proposto por Trump é aprovado pela Câmara dos EUA

No último dia 26, o presidente havia afirmado via Twitter que 600 dólares era pouco e enalteceu que "a culpa é da China"

Wallacy Ferrari Publicado em 29/12/2020, às 10h04

Imagem ilustrativa de algumas notas de dólar
Imagem ilustrativa de algumas notas de dólar - Pixabay

A Câmara dos Deputados dos Estados Unidos aprovou na última segunda-feira, 28, a proposta do presidente Donald Trump para aumentar o auxílio emergencial para pessoas afetadas pela pandemia do novo coronavírus.

Com a medida, o valor passou de US$ 600 para US$ 2 mil. Em maioria e com liderança do Partido Democrata, a votação deu vitória por 275 votos contra 134.

A medida foi alvo de polêmica, visto que Trump ameaçava bloquear um expansivo pacote de investimentos em decorrência da crise causada pela covid-19 caso os congressistas não apoiassem o aumento de US$ 1,4 mil, alegando que o país não deveria racionar um dinheiro que pertence aos cidadãos estadunidenses, justificando que “a culpa é da China”.

Esta foi uma das poucas pautas democratas apoiadas por Trump, que pertence ao partido de oposição, o Republicano — no entanto, o chefe de estado não fez nenhuma citação sobre tal apoio, esclarecendo que foi uma decisão unicamente pensada para a população. Dos 134 votos negativos, 130 foram de republicanos, 2 democratas e 2 congressistas independentes.

Durante o fim de semana, o pacote de US$ 2,3 trilhões foi sancionado, de maneira que o trato fosse cumprido na sequência. O plano prevê 1,4 trilhão em gastos de agências do governo, além de 892 bilhões destinados a pagamentos para aliviar afetados pela covid-19 — tanto pessoas físicas como jurídicas.