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Babá de Henry revela que foi intimidada a mentir para a polícia

Henry, que tinha 4 anos, foi entregue à mãe e o padrasto com vida e, poucas horas depois, reapareceu com violentas lesões

Ingredi Brunato, sob supervisão de Thiago Lincolins Publicado em 13/04/2021, às 14h54

Fotografia do pequeno Henry na piscina
Fotografia do pequeno Henry na piscina - Divulgação/Leniel Borel

A babá do menino Henry, chamada Thayná de Oliveira Ferreira, revelou em um depoimento realizado na última segunda-feira, 12, que sofreu intimidação da parte de Monique Medeiros, sendo assim levada a mentir para a polícia. As informações foram divulgadas pelo UOL. 

De acordo com Thayná, alguns dias após a morte do garoto ela e a empregada, Rosângela de Souza Matos, foram chamadas para conversar com o advogado de Jairinho e de Monique

Foi nesse dia que a profissional acabou ficando sozinha com a mãe de Henry, ocasião em que ela fez a babá apagar de seu celular todas as mensagens que tinha trocado com o padrasto e a mãe do menino, enquanto assistia.

Depois, fez a outra prometer que não contaria à polícia nem sobre as brigas do casal e nem sobre os episódios de violência que o garoto vinha sofrendo. 

Vale lembrar que, apesar dessas medidas, essas conversas digitais foram posteriormente recuperadas pelos investigadores com o uso de um software israelense, como noticiamos nesta nota

Na conversa com o advogado André França, Thayná também ouviu que precisava “contar ao mundo” sobre como o padrasto e a mãe de Henry eram “boas pessoas”, ainda segundo o UOL. O representante legal ainda apelou para a religiosidade da babá para buscar convencê-la a tomar essas ações.

Relembre o caso

No domingo de 7 de março de 2021, o engenheiro Leniel Borel deixou seu filho Henry na casa da mãe do garoto, sua ex-esposa Monique. Segundo a mulher, via UOL, o menino teria chegado cansado, pedindo para dormir na cama que ela dividia com Jairinho.

Por volta das 3h30 da madrugada, o casal foi verificar o pequeno e acabou encontrando Henry no chão, já desacordado. Monique e o vereador levaram o garoto às pressas para o hospital, enquanto avisavam Leniel, que, desconfiado, abriu um Boletim de Ocorrência.

O caso começou a ser investigado no mesmo dia e, até hoje, a polícia já ouviu cerca de 18 testemunhas. Tendo em vista que a morte do garoto foi causada por “hemorragia interna e laceração hepática [danos no fígado] causada por uma ação contundente”, os oficiais já reuniram provas o suficiente para descartar a hipótese de um acidente, segundo o G1.

O inquérito, no entanto, ainda não foi concluído e, dessa forma, nenhum suspeito foi acusado formalmente, mesmo que a polícia acredite que trate-se de um assassinato. Da mesma forma, falta esclarecer o que realmente aconteceu com Henry naquele dia.