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Babá faz revelação sobre dia em que Henry sofreu agressões

Polícia já havia revelado que mãe estava ciente das agressões sofridas pela criança

Redação Publicado em 14/04/2021, às 09h43

Momento da prisão de Monique Medeiros
Momento da prisão de Monique Medeiros - Divulgação/Vídeo/Rede Globo

De acordo com informações publicadas na noite da última terça-feira, 13, pelo portal de notícias G1, seguindo o novo depoimento da babá de Henry Borel, a mãe do pequeno de 4 anos não voltou para casa após a funcionária relatar agressão de Jairinho ao próprio filho.

Segundo o mais recente depoimento de Thayná de Oliveira Ferreira, no dia 12 de fevereiro, Monique Medeiros levou cerca de 3 horas para retornar até o apartamento em que vivia com o filho e o namorado no Rio de Janeiro, mesmo sabendo que Henry havia sofrido maus tratos por parte do padrasto.

A funcionária revelou que, naquele dia, a mãe do garoto saiu para ir à academia e depois foi fazer as unhas em um salão de beleza, localizado a cinco minutos do condomínio.

Oliveira conta que no dia em questão, Dr. Jairinho chegou mais cedo em casa e se trancou no quarto com Henry. Na ocasião, o homem teria aumentado o volume da televisão para que a funcionária não escutasse o que estava acontecendo naquele cômodo. De acordo com Thayná, quando saiu do quarto, Henry estava mancando.

Em tempo real

A babá revela que contou tudo para a mãe do garoto em tempo real. Por volta das 16h ela fez uma ligação de vídeo com Monique e disse que o próprio Henry participou da conversa. A cuidadora afirma que o menino pediu para que a mãe voltasse para casa. Contudo, a mulher só retornou às 19h e alegou que havia borrado a unha.

Sabe-se que recentemente, Thayná voltou atrás e desmentiu suas falas iniciais, a mulher afirmou que Monique Medeiros pediu para que ela mentisse em seu primeiro depoimento para polícia, após a morte de Henry, em 8 de março. A babá afirma que se sentiu intimidada.


Relembre o caso

No domingo de 7 de março de 2021, o engenheiro Leniel Borel deixou seu filho Henry na casa da mãe do garoto, sua ex-esposa Monique. Segundo a mulher, via UOL, o menino teria chegado cansado, pedindo para dormir na cama que ela dividia com Jairinho.

Por volta das 3h30 da madrugada, o casal foi verificar o pequeno e acabou encontrando Henry no chão, já desacordado. Monique e o vereador levaram o garoto às pressas para o hospital, enquanto avisavam Leniel, que, desconfiado, abriu um Boletim de Ocorrência.

O caso começou a ser investigado no mesmo dia e, até hoje, a polícia já ouviu cerca de 18 testemunhas. Tendo em vista que a morte do garoto foi causada por “hemorragia interna e laceração hepática [danos no fígado] causada por uma ação contundente”, os oficiais já reuniram provas o suficiente para descartar a hipótese de um acidente, segundo o G1.

O inquérito, no entanto, ainda não foi concluído e, dessa forma, nenhum suspeito foi acusado formalmente, mesmo que a polícia acredite que trate-se de um assassinato. Da mesma forma, falta esclarecer o que realmente aconteceu com Henry naquele dia.