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Baú com restos sacrificais de 3.500 anos pode revelar a tumba do faraó Tutmés II, o Napoleão do Egito

Caixa abrigava vários pacotes embrulhados em uma lona linho — um deles continha os restos de um ganso e outro protegia um ovo de um pássaro, provavelmente uma íbis

Fabio Previdelli Publicado em 10/03/2020, às 11h08

Baú com restos sacrificais de 3.500 anos pode revelar a tumba do faraó Tutmés II, o Napoleão do Egito
Baú com restos sacrificais de 3.500 anos pode revelar a tumba do faraó Tutmés II, o Napoleão do Egito - Divulgação

Uma caixa de 3.500 anos contendo os restos de um ganso sacrificial foi encontrada no Egito. O artefato de pedra também abrigava um baú de madeira gravado com o nome do rei Tutmés II, um famoso faraó que assumiu o trono com apenas 13 anos.

A extraordinária descoberta aconteceu no complexo de sepulturas e templos mortuários de Deir Elbari, situado na margem ocidental do rio Nilo, no lado oposto à cidade de Luxor, no Egito.

O achado pode indicar que a tumba real pode estar nas proximidades. "O depósito real implica que um templo ou uma tumba foi erguida para o rei aqui", explica Andrzej Niwiński, professor da Universidade de Varsóvia. "E como estamos no meio de um cemitério real, não há dúvida de que deve ser uma tumba. Estamos no processo de encontrá-la”.

Caixa abrigava vários pacotes embrulhados em uma lona linho — um deles continha os restos de um ganso e outro protegia um ovo de um pássaro, provavelmente uma íbis / Crédito: Divulgação

 

Além do mais, vários pacotes embrulhados em uma lona de linho estavam dentro da caixa. Um deles continha o ganso e outro protegia um ovo de um pássaro, provavelmente uma íbis. "A arca em si tem cerca de 40 cm de comprimento, com uma altura ligeiramente menor”, diz Niwiński. "[Ela] era perfeitamente camuflada, parecia um bloco de pedra comum. Somente depois de um olhar mais atento, percebemos ser um baú".

Dentro do baú de pedra, havia uma caixa de madeira embrulhada em quatro camadas de lona. Dentro dela, havia uma segunda caixa, em formato de capela, que estava marcada com um dos nomes do faraó Tutmés II — que foi casado com a rainha Hatexepsute.

A descoberta foi feita em março do ano passado, no entanto, ela só foi divulgada apenas este mês. Os arqueólogos continuam seus trabalhos em outubro de 2019, mas, até o momento, não encontraram nenhum caminho ou pista para a entrada de uma tumba secreta.