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‘Bebê do Nirvana’ exige que genitália seja censurada em novas versões de Nevermind

Disco completou 30 anos em 24 de setembro e sofre um processo de Spencer Elden, que o estampou aos quatro meses de idade

Isabela Barreiros, sob supervisão de Penélope Coelho Publicado em 25/09/2021, às 09h06

Spencer Elden segurando disco "Nevermind" em 2016
Spencer Elden segurando disco "Nevermind" em 2016 - Divulgação/Youtube/John Chapple

Spencer Elden, o famoso “bebê do Nirvana”, que estampou a capa do disco Nevermind, fez uma nova exigência à gravadora Universal: que a foto, tirada quando ele tinha apenas quatro meses, não seja usada nos novos lançamentos do álbum. Ou, ao menos, que a genitália seja censurada nas versões mais modernas. As informações são do UOL.

Nevermind completou 30 anos na última sexta-feira, 24 de setembro, e é cultuado como um símbolo importante na história da música. A capa do disco, porém, se tornou alvo de um processo aberto por Elden no último mês e vem gerando grande repercussão na mídia.

A ação pede, entre outras coisas, que as reedições lançadas não mostrem o órgão genital do bebê na piscina estampado, inclusive a versão comemorativa do disco que apresentará 70 faixas inéditas do grupo, além de 94 faixas de áudio e vídeo disponibilizadas em plataformas de streaming, CD e vinil. 

O “bebê do Nirvana” está sendo representado pela advogada Maggie Mable, que falou ao TMZ sobre a decisão. Ela afirma que o cliente recebe uma “atenção indesejada” em especial durante as comemorações de aniversário do disco Nevermind, o que o causa enorme constrangimento.

“Isso é parte de um esquema montado para vender discos, e foi uma coisa que eles fizeram como estratégia de marketing. Então é exploração da pornografia infantil, e eles sabiam quando fizeram. É por isso que resultou em tantos álbuns vendidos”, diz a advogada.

Mable alega ainda que estava com receio de, durante o aniversário de 30 anos do álbum, uma data importante na história da música, Elden ser "submetido ao desprezo público e ao ridículo" por ter aparecido nu em um dos discos mais vendidos em todo o mundo.

No processo, aberto na Califórnia no final de agosto, o jovem acusa a banda de exploração sexual. Ele alega que a fotografia representa produção de pornografia infantil, o que a defesa confirma, afirmando que a capa faz com que a criança se pareça com "um trabalhador do sexo — agarrando-se por uma nota de um dólar".

Os advogados destacam ainda a "exploração sexual infantil comercial, desde quando Elden era menor de idade até os dias atuais" e citam 15 réus, que incluem os músicos do Nirvana, Courtney Love, a viúva de Kurt Cobain, e a gravadora da banda.