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'Bebê do Nirvana' abre processo contra a banda alegando exploração sexual infantil

Spencer Elden estampou um dos mais lendários discos da história da música aos quatro meses de idade

Isabela Barreiros, sob supervisão de Thiago Lincolins Publicado em 25/08/2021, às 09h38

Capa do disco Nevermind, do Nirvana
Capa do disco Nevermind, do Nirvana - Divulgação/Geffen Records

O disco ‘Nevermind’, da banda Nirvana, foi lançado em 1991 e entrou para a lista de álbuns mais vendidos daquele mesmo ano. Ele é considerado um dos mais icônicos da história do rock e venerado até os dias de hoje.

Spencer Elden está estampado na capa do disco, em uma fotografia que o registra como um bebê de quatro meses. De acordo com o jornal The Guardian, repercutido pelo G1, ele abriu, nesta semana, um processo contra a banda por exploração sexual.

Na ação, aberta na Califórnia, Elden alega que a fotografia representa produção de pornografia infantil, em que é possível vê-lo nu nadando em uma piscina e próximo a uma nota de um dólar.

A defesa do ex-‘bebê do Nirvana’ afirma que a imagem exposta na capa do famoso disco faz com que a criança se pareça com "um trabalhador do sexo — agarrando-se por uma nota de um dólar".

No processo, os advogados destacam ainda a "exploração sexual infantil comercial, desde quando Elden era menor de idade até os dias atuais".

Segundo o jornal, a ação cita 15 réus, que incluem os músicos do Nirvana, Courtney Love, a viúva de Kurt Cobain, e a gravadora da banda, que foi responsável por produzir, lançar e distribuir o álbum nos últimos 30 anos. Ele também pede que o caso seja avaliado por um júri.

Outro ponto mencionado é a indenização de S$ 150 mil, o que vale cerca de R$ 787 mil segundo a cotação atual, pedida por Spencer para cada uma das partes, entre as diversas citadas no processo. A família de Elden recebeu apenas US$ 250 na época para que o ensaio de fotos fosse realizado. 

Ele afirma ainda que teve "danos ao longo da vida" devido à imagem, com "sofrimento emocional extremo e permanente com manifestações físicas" e perda de educação, salários e "prazer de vida".