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Beethoven não foi o compositor mais inovador da história, revela pesquisadores

Estudo analisou 900 obras de piano clássico que foram escritas por 19 compositores entre os anos de 1700 e 1900 para chegar a resposta

Fabio Previdelli Publicado em 31/01/2020, às 08h00

Pintura de Beethoven
Pintura de Beethoven - Getty Images

Considerado por muitos o maior nome da música clássica, Beethoven, não foi o mais original entre eles, pelo menos é isso que aponta uma pesquisa feita por membros do Instituto Avançado de Ciência e Tecnologia da Coreia do Sul.

Para isso, Juyong Park, um dos autores do projeto, criou um programa de computador capaz de calcular pontuações com base em como as obras se diferenciam de outros trabalhos anteriores do mesmo compositor — o que avaliava a real inovação entre as músicas.

“Nosso modelo nos permite calcular o grau de melodias e harmonias compartilhadas entre obras passadas e futuras, e observar a evolução dos estilos musicais ocidentais, demonstrando como compositores proeminentes podem influenciar uns aos outros”, declarou Park.

O estudo analisou 900 obras de piano clássico que foram escritas por 19 compositores entre os anos de 1700 e 1900, e que foram divididos em três períodos: barroco, clássico e romântico. Aquele que demonstrou ser mais inovador foi o compositor Sergei Rachmaninoff.

Ludwig van Beethoven estava entre os menos originais, segundo apontou a comparação computadorizada. No entanto, a análise mostra que entre 1820 e 1910, ele foi o mais influente entre eles.

Os pesquisadores também descobriram que as composições do período clássico — de 1750 a 1820 — tendiam a ter os menores índices de originalidade. Durante esse tempo, Haydn e Mozart foram altamente influentes, mas, mais tarde, foram superados por Beethoven.

Juyong Park adverte que os resultados poderiam ter sido diferentes se outros trabalhos, além das composições para piano, tivessem sido considerados.