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Besouro de 49 milhões de anos impressiona pelo perfeito estado de preservação

O inseto recebeu o nome de “Beleza de Attenborough” em homenagem ao naturalista David Attenborough

Luíza Feniar Migliosi Publicado em 16/08/2021, às 15h04

Besouro Pulchritudo attenboroughi
Besouro Pulchritudo attenboroughi - Denver Museum of Nature and Science

Um besouro que viveu há cerca de 49 milhões de anos está tão bem preservado que não parece estar esmagado e fossilizado. O contraste e cor do exoesqueleto é raro em fósseis, segundo o portal de notícias Live Science.

O belo desenho dos invólucros das asas fez os pesquisadores nomearem o animal como Pulchritudo attenboroughi, ou Beleza de Attenborough, em homenagem ao naturalista e apresentador David Attenborough.

Em novo estudo, o padrão é descrito como uma "coloração à base de pigmento mais perfeitamente preservada conhecida em besouros fósseis".

Besouro Pulchritudo attenboroughi | Crédito:  Denver Museum of Nature and Science

 

Quando o estudo foi publicado, o besouro já estava na coleção do Denver Museum of Nature and Science (Museu de Natureza e Ciência de Denver, em tradução), no Colorado, em exibição desde a sua identificação em 1995.

Os paleontólogos encontraram o fóssil no mesmo ano em Green River Formation, este sítio de fósseis abrange o Colorado, Wyoming e Utah, e data da época do Eoceno (55,8 milhões a 33,9 milhões de anos atrás).

Inicialmente, os cientistas classificaram como um besouro de chifre longo do gênero Cerambycidae, mas, devido os membros traseiros curtos e musculosos, o curador sênior de entomologia do museu Frank-Thorsten Krell, principal autor do estudo, questionou se o besouro não pertenceria a outro grupo.

No final, foi classificado como um novo gênero de uma subfamília, os besouros-das-folhas. O inseto é o segundo exemplo de besouros-das-folhas encontrado na América do Norte, segundo Krell relatou ao Live Science.

Para fossilizar tão bem, é necessário um sedimento de granulação muito fino. O lodo ou a argila no fundo do lago é o melhor substrato para fossilizar insetos, pois o corpo afunda antes que desintegre.

"E então não deve apodrecer, então um ambiente pobre em oxigênio no fundo do lago é útil", disse Krall. Porém, ainda restam dúvidas sobre como os sedimentos no fundo do lago preservaram as cores de alto contraste do besouro de maneira tão vívida.

Confira o estudo completo aqui.