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Biden chama Putin de 'ditador russo' e diz que guerra "foi premeditada”

Presidente norte-americano alegou que "quando os ditadores não pagam o preço por sua agressão, eles causam mais caos"

Fabio Previdelli Publicado em 02/03/2022, às 10h30

Joe Biden, presidente dos Estados Unidos
Joe Biden, presidente dos Estados Unidos - Getty Images

Na noite da última terça-feira, 1°, o presidente norte-americano Joe Biden anunciou mais sanções contra a Rússia. Durante um pronunciamento, no qual reforçou o posicionamento contrário à invasão da Ucrânia, Biden chamou Vladimir Putin de “um ditador russo, que invade um país estrangeiro”.

Ele [Putin] achou que o Ocidente e a Otan (Organização do Tratado do Atlântico Norte) iriam se dividir. Ele pensou que poderia nos dividir. Ele estava errado", declarou o democrata, que ainda disse que “a guerra de Putin foi premeditada e não provocada”.

Ao reiterar seu apoio aos ucranianos, o presidente estadunidense também parabenizou Volodymyr Zelensky, presidente da Ucrânia, por seus esforços e também agradeceu que Oksana Markarova, embaixadora ucraniana nos EUA, esteve presente em Washington, segundo informou o site da TV Cultura. 

"Há 6 dias, Vladimir Putin, da Rússia, achou que iria abalar as próprias fundações do mundo livre, pensando que poderia fazê-lo se curvar aos seus caminhos ameaçadores, mas ele teve um erro de cálculo: ele se deparou com o povo ucraniano", enalteceu o americano. 

Por fim, o mandatário alegou que "quando os ditadores não pagam o preço por sua agressão, eles causam mais caos", alertando que “os custos e ameaças para os EUA e o mundo continuam aumentando."

Invasão na Ucrânia

Após semanas de tensão entre a Rússia e a Ucrânia, o presidente russo Vladimir Putin iniciou na última quarta-feira, 24, o que chamou de 'operação militar especial' da Rússia na Ucrânia, como repercutiu a Fox News. 

De acordo com o veículo internacional, através de um pronunciamento, o presidente da Rússia disse que o confronto com as forças ucranianas é 'inevitável'. 

Tomei a decisão de conduzir uma operação militar especial. Nossa análise concluiu que nosso confronto com essas forças (ucranianas) é inevitável". 

'Consequências'

Putin, que descreve a ação como uma resposta a supostas 'ameaças da Ucrânia', mandou recado para nações que tentarem intervir na 'operação'.

"(...) Algumas palavras para aqueles que seriam tentados a intervir: a Rússia responderá imediatamente e você terá consequências que nunca teve antes em sua história", disse ele.

Negociação inicial por acordo fracassa

Após expectativas ao redor do mundo, a primeira negociação entre Rússia e Ucrânia, que visa cessar fogo após a invasão iniciada por Vladimir Putin, acabou sem acordo na última segunda-feira, 28. 

Os países, que se encontraram através de delegações diplomáticas na fronteira em Belarus, tentavam negociar para interromper o conflito que matou mais de 100 pessoas na Ucrânia em um único dia. 

De acordo com Mykhailo Podolyak, assessor presidencial ucraniano, os representantes das nações vão retornar antes de uma segunda tentativa de negociar o fim do conflito. Ele deixou claro qual era o objetivo do encontro, conforme repercutido pela CNN Brasil.

As delegações ucranianas e russas realizaram a primeira rodada de negociações. Seu objetivo principal era discutir o cessar-fogo e o fim das ações de combate no território da Ucrânia”, explicou Mykhailo Podolyak.