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Biden critica violações de direitos humanos em campos de detenção chineses

"Os EUA reafirmarão seu papel global na defesa dos direitos humanos”, afirmou o líder norte-americano

Ingredi Brunato, sob supervisão de Thiago Lincolins Publicado em 17/02/2021, às 14h43

Montagem com Xi Jinping, presidente da China, de um lado e Joe Biden de outro
Montagem com Xi Jinping, presidente da China, de um lado e Joe Biden de outro - Divulgação

Na última terça-feira, 16, Joe Biden emitiu declarações firmes em relação às violações de direitos humanos ocorridas na China durante a administração de Xi Jinping, presidente do país desde 2013. A fala do líder norte-americano se deu durante um programa televisivo, e foi repercutida pelo G1.

"A China está se esforçando muito para se tornar uma líder mundial, e para receber esta alcunha e ser capaz disso, eles têm que conquistar a confiança de outros países. Enquanto estiverem envolvidos em atividades que são contrárias aos direitos humanos básicos, todavia, será difícil para eles”, anunciou o presidente estadunidense. 

Vale dizer ainda que a resposta de Biden foi em reação a uma pergunta que citou o tratamento sub humano dado às minorias muçulmanas de Xinjiang, uma província chinesa onde existem verdadeiros campos de concentração modernos. 

Segundo uma reportagem também do G1, porém do ano de 2019, cerca de um milhão de muçulmanos - boa parte deles fazendo parte também de uma minoria étnica, o povo uigur - eram mantidos nesses locais insalubres. 

Esse tampouco é o único caso que já gerou críticas ao país oriental: as atitudes repressivas e de tom imperialista da China em relação a Hong Kong e Taiwan são outra fonte de tensão internacional. 

Biden, todavia, demonstrou-se disposto a fazer frente a essas violações durante seu governo: “Os EUA reafirmarão seu papel global na defesa dos direitos humanos”, garantiu o presidente.