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Biografia inédita revela a turbulenta vida de Mary Shelley e Mary Wollstonecraft

Mulheres Extraordinárias: As Criadoras e a Criatura, de Charlotte Gordon apresenta a trajetória completa da criadora de Frankenstein e de sua mãe feminista

Victória Gearini Publicado em 16/11/2020, às 11h37

Mary Shelley e Mary Wollstonecraft, respectivamente
Mary Shelley e Mary Wollstonecraft, respectivamente - Creative Commons

Filha do filósofo William Godwin e da feminista e escritora Mary Wollstonecraft, Mary Shelley, nasceu no dia 30 de agosto de 1797, em Somers Town, em Londres. Autora do clássico romance gótico, Frankenstein: ou O Moderno Prometeu, lançado originalmente em 1818, Mary Shelley, casou-se ainda jovem com o poeta romântico e filósofo Percy Bysshe Shelley.

Nascida Mary Wollstonecraft Godwin, a escritora perdeu a sua mãe ainda criança, sendo criada pelo seu pai e, posteriormente, pela sua madrasta Mary Jane Clairmont. Desde pequena, seu pai a influenciou a consumir cultura e a incentivou a escrever. Já em 1814, a jovem iniciou o relacionamento amoroso com Percy Bysshe Shelley, um dos seguidores políticos de William.

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Mulheres Extraordinárias: As Criadoras e a Criatura, de Charlotte Gordon (2020) / Crédito: Divulgação / Darkside

Pouco tempo depois, o casal viajou pela Europa, ao lado da irmã adotiva de Mary, Claire Clairmont. Mais tarde, ao retornar à Inglaterra, a jovem engravidou de Percy, mas a criança veio a falecer pouco depois do parto. 

Em 1816, ainda de luto pela morte da filha, Mary, Percy e Claire viajaram para a casa de verão de Lord Byron, onde a escritora deu vida ao clássico Frankenstein: ou O Moderno Prometeu. Percy, por sua vez, morreu afogado em 1822, e Mary passou o resto de sua vida dedicando-se a literatura, até a sua morte em 1 de fevereiro de 1851, ocasionada por um tumor cerebral.

Curiosamente, sua mãe Mary Wollstonecraft, teve uma história similar a sua, envolvendo sonhos e tragédias. Além disso, também consagrou-se como uma das escritoras mais famosas de seu tempo. Nascida em 27 de abril de 1759, em Londres, Mary Wollstonecraft foi uma escritora e filósofa inglesa, que ao longo de sua vida, lutou pelo empoderamento feminino, sendo o seu livro mais conhecido: Reivindicação dos Direitos da Mulher, de 1792. 

Sua vida pessoal inclui vários relacionamentos não convencionais, até que se casou com  William Godwin. No entanto, Wollstonecraft veio a falecer aos 38 anos de idade, dez dias após dar à luz sua segunda filha. 

Tanto Mary Shelley quanto Mary Wollstonecraft se apaixonaram e viveram a vida intensamente. De um lado, a autora de Reivindicação dos Direitos da Mulher, e do outro a escritora de Frankenstein, mãe e filha que desafiaram os costumes e o patriarcado da época.

Recém lançada pela Editora Darkside, a biografia Mulheres Extraordinárias: As Criadoras e a Criatura, revela a trajetória completa de Mary Shelley e Mary Wollstonecraft, duas mulheres que romperam paradigmas sociais da época. A obra premiada e assinada pela poeta Charlotte Gordon, retrata, ainda, como mãe e filha compartilharam um legado literário transformador. 

Consideradas mulheres revolucionárias e além de seu tempo, ambas enfrentaram injustiças de gênero e foram subestimadas por estudiosos, que não compreendiam o impacto de Wollstonecraft sobre Shelley. Nesta obra, a autora revela a profunda influência da matriarca sobre a autora de Frankenstein.

Disponível em capa dura na Amazon, esta biografia integra a coleção DarkLove, com tradução de Giovanna Louise Libralon. Além disso, a obra busca, sobretudo, apresentar o grande legado e a mensagem de resistência feminina, que mãe e filha deixaram para as gerações futuras. 

Confira abaixo um trecho de Mulheres Extraordinárias: As Criadoras e a Criatura (2020): 

“Era uma tarde ensolarada no fim de agosto de 1801. Alguns quilômetros ao norte de Londres, Mary Godwin, então aos 3 anos de idade, segurava a mão do pai quando atravessavam os portões do terreno da igreja de St. Pancras. Eles seguiam para uma visita ao túmulo da mãe da garota, em um cemitério tão familiar a Mary quanto sua própria casa. Ela e o pai, William, iam até lá quase todos os dias. Aquele lugar parecia mais uma pastagem que o cemitério. A relva crescia em tufos irregulares; havia velhas lápides caídas no chão, e uma cerca baixa separava o terreno dos campos abertos.

William Godwin não achava estranho ensinar a filha pequena a ler valendo-se da lápide da mãe. E Mary era ávida por aprender tudo que seu pai tivesse a ensinar. A seus olhos, ele era ‘maior, mais sábio, e melhor (...) que qualquer outro ser’. Ele também era tudo que lhe estava.”


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