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Notícias / Política

Bolsonaro afirma que vai participar de debates só no 2° turno

Em entrevista, presidente ainda defendeu o voto impresso e justificou sua decisão: "vão querer todo o tempo dar pancada em mim"

Isabelly de Lima, sob supervisão de Fabio Previdelli Publicado em 31/05/2022, às 19h18

Presidente Jair Bolsonaro em evento público em Brasília, em março de 2022 - Getty Images
Presidente Jair Bolsonaro em evento público em Brasília, em março de 2022 - Getty Images

Nesta terça-feira, 31, o atual presidente Jair Bolsonaro defendeu que os debates entre os candidatos à Presidência da República deveriam ter perguntas “pré-acertadas” para não “baixar o nível”. As declarações foram dadas durante uma entrevista para a rádio Massa FM, transmitida no Paraná.

No segundo turno, vou participar. Se eu for para o segundo turno, devo ir, né, vou participar. No primeiro turno, a gente pensa. Porque se eu for, os dez candidatos ali vão querer todo o tempo dar pancada em mim. E eu não vou ter tempo de responder para eles. Vai fazer pergunta para outro, vão dar pancada em mim, depois a pergunta para outro", disse

O presidente também defendeu o voto impresso, que já foi rejeitado pelo Congresso Nacional e ainda lançou dúvidas acerca da segurança dar urnas eletrônicas, mas sem apresentar nenhum tipo de prova.

Algumas pesquisas realizadas pelo Datafolha nos últimos meses, com nomes dos pré-candidatos ao cargo da Presidência já anunciados, revelam um possível segundo turno entre o ex-presidente Lulae Bolsonaro.

Histórico de debates

No ano de 2018, Bolsonaro participou somente de dois debates eleitorais no primeiro turno. No dia 6 de setembro daquele ano, o então candidato foi alvo de um atentado a faca em Juiz de Fora, Minas Gerais, faltando um mês para o primeiro turno. Por orientação médica, ele não voltou mais aos debates.

Após ir para o segundo turno com Fernando Haddad, candidato do PT, anunciou que não participaria de debates naquela etapa da campanha, o que resultou no cancelamento dos debates programados por emissoras de TV e rádio. Naquele momento, de acordo com os médicos que acompanhavam o quadro de saúde de Bolsonaro, ele já estava bem o suficiente para atender aos compromissos.