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Bolsonaro decide demitir Secretário da Cultura após referência ao ministro nazista em discurso

Na noite de ontem, 17, Roberto Alvim se inspirou em uma fala de Joseph Goebbels para anunciar o Prêmio Nacional das Artes

Alana Sousa Publicado em 17/01/2020, às 12h00

Alvim e Bolsonaro
Alvim e Bolsonaro - Divulgação/Facebook

Após parafrasear o ministro da propaganda de Hitler, Joseph Goebbels, o presidente da república, Jair Bolsonaro decidiu demitir o Secretário de Cultura do governo, Roberto Alvim. Após a polêmica e a reação negativa nas redes sociais, Bolsonaro considerou a ação de Alvim como “insustentável”.

Marcelo Álvaro Antônio, o ministro do Turismo, foi avisado da decisão. O comunicado oficial do Planalto ainda não foi publicado, mas pode sair a qualquer momento.

O vídeo, postado na noite de ontem, 17, nas redes sociais, apresenta o Secretário afirmando que “A arte brasileira da próxima década será heroica e será nacional. Será dotada de grande capacidade de envolvimento emocional e será igualmente imperativa, posto que profundamente vinculada às aspirações urgentes de nosso povo — ou então não será nada”, em referência a uma das falas de Goebbels.

Não só opositores reagiram mal ao discurso, apoiadores de Bolsonaro também ficaram indignados com a postagem. Rodrigo Maia, presidente da Câmara, declarou que era preciso afastar urgentemente Alvim do cargo. Assim como, Olavo de Carvalho, um dos maiores aliados do governo, se pronunciou em seu Facebook: “É cedo para julgar, mas o Roberto Alvim talvez não esteja muito bem da cabeça. Veremos”.