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Bolsonaro defende prescrição médica na vacinação de crianças

Em pronunciamento na última sexta-feira, 31, o presidente ainda criticou a exigência do passaporte vacinal

Pamela Malva Publicado em 01/01/2022, às 14h00

Jair Bolsonaro em cerimônia, em dezembro de 2021
Jair Bolsonaro em cerimônia, em dezembro de 2021 - Getty Images

Em pronunciamento na última sexta-feira, 31, Jair Bolsonaro falou sobre a vacinação de crianças entre 5 e 11 anos mais uma vez. Durante sua fala, o presidente — que já afirmou que não irá vacinar sua filha de 11 anos — defendeu a necessidade de prescrição médica para a imunização e posicionou-se contra o passaporte vacinal.

"Não apoiamos o passaporte vacinal, nem qualquer restrição àqueles que não desejam se vacinar”, narrou. “Também, como anunciado pelo ministro da Saúde, defendemos que as vacinas para as crianças entre 5 e 11 anos sejam aplicadas somente com o consentimento dos pais e prescrição médica. A liberdade tem que ser respeitada.”

Acontece que, segundo o G1, diversos especialistas acreditam que a adoção do passaporte vacinal é essencial para enfrentamento da pandemia, assim como a implementação de medidas que facilitem a vacinação da população. Diversos países no mundo, inclusive, já exigem a apresentação do passaporte.

Em seu discurso, que durou cerca de seis minutos, Bolsonaro ainda retomou suas críticas aos prefeitos e governadores brasileiros que adotaram o lockdown em suas regiões. Para o presidente, a política adotada — indicada por especialistas da área da saúde — foi responsável pela crise econômica enfrentada pelo país durante a pandemia.

Por fim, além de citar a flexibilização da posse e do porte de armas no Brasil, o presidente também citou a tragédia gerada pelas chuvas nos estados da Bahia e de Minas Gerais. O pronunciamento veio no mesmo dia em que o governo anunciou que iria reverter R$ 700 milhões às regiões afetadas pelas fortes chuvas.