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“Cultura é para a maioria, não para a minoria”, afirma Bolsonaro

A declaração foi feita ao sair do Palácio do Planalto, após uma reunião com o secretário da Cultura Roberto Alvim

Daniela Bazi Publicado em 11/12/2019, às 13h31

Jair Bolsonaro na Assembléia da ONU em setembro de 2019
Jair Bolsonaro na Assembléia da ONU em setembro de 2019 - Getty Images

Nesta quarta-feira, 11, o presidente Jair Bolsonaro fez mais uma declaração que gerou polêmica nas redes sociais. Na saída do Palácio do Planalto, ao comentar sobre uma reunião feita com Roberto Alvim, secretário de Cultura, o presidente disse que “cultura é para a maioria, não para a minoria”.

O presidente também defendeu Sérgio Camargo em sua nomeação para presidir a Fundação Palmares, que teve a sua nomeação suspensa pela justiça. Bolsonaro reforçou que o jornalista é “excelente”, e que havia gostado muito dele. “Não tem essa história de branco e negro. Somos iguais e ponto final”, comentou.

Sérgio é conhecido por diversas declarações que vão contra o movimento negro. Camargo comentou que a escravidão, apesar de terrível, teria sido benéfica para os descendentes negros, que viveram em melhores condições no Brasil, do que viveriam na África.

Além disso, o indicado para cuidar da instituição responsável por preservar a cultura e a história africana no Brasil também já defendeu o fim do feriado da Consciência Negra. Segundo ele, a data teria sido instituída por “preto babaca” e que é um “idiota útil a serviço da pauta ideológica progressista”.