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Bolsonaro é acusado pela segunda vez no Tribunal de Haia por genocídio

Novo processo foi protocolado em acusação de crimes contra a humanidade por esforço do presidente em afrouxar a quarentena em pleno auge da pandemia

Jorosteu Matraga Publicado em 20/04/2020, às 11h30

Jair Bolsonaro
Jair Bolsonaro - Getty Images

Pela segunda vez nesse mês, o presidente brasileiro Jair Bolsonaro foi denunciado no Tribunal Penal Internacional por crimes contra a humanidade. Segundo a denúncia atos do militar em relação à pandemia de coronavírus são caracteristicamente genocidas e negligentes, por sua militância contra o isolamento social. O pedido foi protocolado por José Manoel Pereira Gonçalves, coordenador do grupo Engenheiros pela Democracia.

Não é a primeira vez que o político de extrema-direita é levado ao Tribunal de Haia, sediado nos Países Baixos, por conta de suas ações. No começo de abril, outra denúncia foi feita pela Associação Brasileira de Juristas pela Democracia, pelo mesmo motivo. Outras entidades e políticos afirmam pretender realizar novos protocolos; entre eles, o ex-presidenciável Ciro Gomes (PDT).

Em discurso a apoiadores de uma intervenção militar, Bolsonaro tossiu diversas vezes / Crédito: Divulgação/YouTube

 

A denúncia reafirma a posição da maioria da oposição, que acusa Bolsonaro de negligenciar e ignorar as medidas necessárias para o combate do Covid-19, que são recomendadas pela maioria dos órgãos de saúde do mundo, tal qual a OMS. No último dia 16, o então Ministro da Saúde Henrique Mandetta (DEM) foi exonerado do cargo, em meio a uma discordância de conduta no Executivo. Ação foi reprovada por 64% da população, segundo o Datafolha.

Nos últimos tempos, o presidente da República vêm fazendo diversos pronunciamentos em favor da flexibilização da quarentena e o retorno do quadro normal do mercado de trabalho. Além disso, ele incentiva aglomerações ao participar de manifestações ao seu favor e pelo fechamento do STF ou do Congresso, proferindo discursos a apoiadores.