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Notícias / Crimes

Bolsonaro sugere que ‘ideologia de universidade’ influenciou anestesista

Giovanni Quintella Bezerra foi preso em flagrante por ter abusado de mulher grávida que passava por cesariana

Redação Publicado em 12/07/2022, às 17h17

O anestesista Giovanni Quintella Bezerra e o presidente Jair Bolsonaro - Divulgação/ Arquivo Pessoal e Getty Images
O anestesista Giovanni Quintella Bezerra e o presidente Jair Bolsonaro - Divulgação/ Arquivo Pessoal e Getty Images

Na manhã desta terça-feira, 12,o presidente Jair Bolsonaro conversou com apoiadores em frente ao Palácio da Alvorada. Entre os assuntos debatidos pelo mandatário brasileiro estava o caso do anestesista que foi preso em flagrante por estuprar uma mulher grávida dopada que passava por uma cesariana

Conforme divulgado em matéria do Estadão, Bolsonaro tentou traçar uma relação entre o crime cometido por Giovanni Quintella Bezerra e a “ideologia política” da universidade que ele cursou. 

"A gente pensa, né, qual educação desse cara? O que aprendeu na faculdade? Aprendeu a ser anestesista lá, mas o que mais foi ensinado na faculdade para ele? O que tinha no centro acadêmico, qual ideologia dessa universidade?”, questionou.

São questões que vêm acontecendo ao longo de décadas e não dá pra gente mudar de uma hora para outra", completou Bolsonaro.

Relembre o caso

Na madrugada da última segunda-feira, 11, o anestesista Giovanni Quintella Bezerra foi preso em flagrante por ter estuprado uma paciente que estava dopada para passar pelo procedimento de parto por cesariana.

O abuso aconteceu no Hospital da Mulher Heloneida Studart em Vilar dos Teles, São João de Meriti, município na Baixada Fluminense. O ato foi filmado e denunciado por funcionários do local, que registraram Giovanni colocando seu órgão genital na boca da paciente enquanto participava de seu parto. 

Segundo o G1, a equipe médica do hospital já vinha desconfiando do comportamento do anestesista, principalmente pela quantidade de sedativo que ele aplicava nas pacientes grávidas. 

No domingo, 10, Bezerra participou de outras duas cirurgias, mas as salas onde os procedimentos aconteceram não permitiam que gravações escondidas fossem feitas. Na terceira operação, porém, a equipe conseguiu trocar a sala de última hora, levar um celular escondido e flagrar o anestesista cometendo o abuso. 

Pelo crime de estupro de vulnerável, Giovanni poderá pegar uma pena que varia entre 8 e 15 anos de reclusão. Além disso, segundo a Polícia Civil, o médico que participou da cesariana também será chamado para prestar depoimento.