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Boris Johnson anuncia ajuda militar à Ucrânia e compara Zelensky a Churchill

'Acho que o presidente Zelensky provou ser um líder notável de seu povo', disse o primeiro-ministro britânico

Redação Publicado em 24/03/2022, às 09h34

Winston Churchill (à esquerda) e Volodymyr Zelensky (à direita)
Winston Churchill (à esquerda) e Volodymyr Zelensky (à direita) - BiblioArchives/LiraryArchives via Wikimedia Commons / Getty Images

O primeiro-ministro britânico, Boris Johnson, anunciou nesta quinta-feira, 24, que o Reino Unido fornecerá auxílio militar à Ucrânia, que há um mês se encontra em guerra com a Rússia.

Ele chegou a comparar, em entrevista, a atuação do presidente ucraniano Volodymyr Zelensky com a do político britânico Winston Churchill, que desempenhou um importante papel durante a Segunda Guerra Mundial.

"Acho que o presidente Zelensky provou ser um líder notável de seu povo — ele os reuniu e tem sido sua voz", considerou Johnson em declaração dada à rádio LBC.

"Ele sabe, como Churchill disse de si mesmo, que pode não ter sido o leão, mas teve o privilégio de dar o rugido. É o povo ucraniano que tem sido o leão, e ele expressou sua vontade e seu senso de desafio", completou. 

De acordo com o portal de notícias UOL, o primeiro-ministro afirmou que serão enviados 6 mil mísseis e 25 milhões de libras (em torno de R$ 158 milhões) como auxílio às forças ucranianas, além de 400 milhões de libras (R$ 2,5 bilhões) que serão destinados à ajuda humanitária e econômica. O Reino Unido ainda anunciou que 59 pessoas e empresas russas e seis bielorrussas serão alvo de sanções.

Vladimir Putinjá está falhando na Ucrânia. O povo ucraniano mostrou-se extraordinariamente corajoso e tenaz na defesa de sua pátria, diante de um ataque não provocado. Mas não podemos e não vamos ficar parados enquanto a Rússia transforma as cidades e vilas da Ucrânia em pó", disse Boris Johnson

"O Reino Unido trabalhará com nossos aliados para aumentar o apoio militar e econômico à Ucrânia, fortalecendo suas defesas à medida que mudam o rumo dessa luta”, finalizou o primeiro-ministro britânico.