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Brasil é excluído de acordo de quebra de patentes de vacinas contra covid-19

A medida é negociada desde outubro de 2020 com o auxílio da Organização Mundial de Comércio

Wallacy Ferrari Publicado em 17/03/2022, às 10h05

Imagem meramente ilustrativa de vacina
Imagem meramente ilustrativa de vacina - Getty Images

Um importante acordo internacional, ainda em entendimento preliminar, deixa de fora o Brasil em uma importante proposta para acelerar os avanços no combate ao novo coronavírus; os EUA, Europa, Índia e África do Sul se uniram pela suspensão de patentes de vacinas e outros tratamentos contra a covid-19.

Dessa forma, os países que fazem parte do tratado poderiam ter versões genéricas produzidas por qualquer empresa farmacêutica, barateando os recursos e ampliando o abastecimento  de insumos médicos para a população, como informou o colunista Jamil Chade pelo portal de notícias UOL.

A proposta surgiu em outubro de 2020, quando representantes indianos e de governos africanos propuseram na OMC (Organização Mundial de Comércio) a suspensão enquanto o período de pandemia vigorasse, de maneira que, com os produtos mais acessíveis, a crise pandêmica fosse controlada com maior facilidade pela redução de preços.

Por meses, os EUA e europeus rejeitaram a ideia alegando violação de propriedade intelectual, acreditando que acordos de transferência de tecnologia seriam mais válidos. Contudo, a entrada de Joe Biden na Presidência dos EUA fez a posição norte-americana se modificar e apoiar a medida, reiniciando as conversas pelo acordo.