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Brasil fará pronunciamento sobre problemas da região amazônica na Cúpula do Clima

O evento virtual foi convocado por Joe Biden e contará com a presença de outras autoridades

Vinicius Barbosa, supervisionado por Thiago Lincolins Publicado em 22/04/2021, às 08h36

Joe Biden, presidente dos EUA
Joe Biden, presidente dos EUA - Getty Images

Nesta quinta-feira, 22, o presidente brasileiro, Jair Bolsonaro, irá discursar em uma videoconferência da Cúpula do clima de 20201, que tem como objetivo debater e achar soluções sobre problemas ambientais. A reunião contará com a presença de 40 dirigentes, incluindo o líder russo Vladimir Putin e o chinês Xi Jinping. As informações são do portal de notícias UOL

O evento, que ocorre entre os dias 22 e 23 deste mês, é tratado como uma oportunidade fundamental para que Biden assuma o protagonismo dentro dos assuntos ambientais mundiais, após a gestão de Donald Trump romper com compromissos em relação à preservação ambiental, como foi com o Acordo de Paris.  

Brasil 

Ao tratar dos problemas sobre a Amazônia, como o desmatamento ilegal e as constantes queimadas, que vêm devastando a floresta periodicamente, Bolsonaro deverá adotar um tom menos provocativo e agressivo. 

O presidente brasileiro tem ciência de que será cobrado pelos outros líderes que têm visões controversas sobre a política ambiental brasileira. A imagem negativa deixada na abertura da Assembléia Geral da ONU (Organização das Nações Unidas), fez com que Bolsonaro decidisse apresentar números e metas a fim de desviar a atenção dos críticos. 

Isso mostra que, essa mudança de tom no discurso, visa melhorar a comunicação brasileira com a comunidade internacional, principalmente EUA e China. 

De acordo com reportagem do jornal Folha de S.Paulo, Bolsonaro voltará a se comprometer com o fim do desmatamento ilegal até 2030 e convidará nações estrangeiras a ajudar financeiramente no combate à queimadas. 

Durante entrevista ao O Estado de São Paulo, o ministro do meio-ambiente, RicardoSalles, comentou parte desse plano: a fiscalização ao desmatamento ilegal será realizada por “pequenos grupos de ação”, divergindo de mega operações feitas pelas Forças Armadas durante a “Operação Verde Brasil”, que terá sua segunda etapa até o dia 30 de abril. 

 “A partir de agora, vamos ter que ter uma estratégia diferente, que são pequenos grupos de ação atuando naqueles 10 ou 12 municípios que mais representam o desmatamento no arco do desmatamento. Muitos deles estão no Pará, mas tem em Mato Grosso, Rondônia, sul do Amazonas e Acre”, disse o ministro, em entrevista ao Estadão.

Além de Bolsonaro, Joe Biden convidou a líder indígena Sinéia do Vale, da etnia wapichana da Terra Indígena Raposa Serra do Sol, que representará o Conselho indígena de Roraima, em informação publicada no blog do colunista do UOL Jamil Chade

"Essa sessão irá destacar os esforços críticos de atores não estatais e subnacionais que estão contribuindo para uma recuperação verde e trabalhando de forma estreita com governos nacionais para fazer avançar a ambição climática e resiliência", explicou a Casa Branca sobre a presença da indígena.