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Notícias / André Hack Bahi

Brasileiro morto em Guerra na Ucrânia já havia participado de outras guerras

Ex-militar com experiência, ele quase foi morto Costa do Marfim antes da Guerra na Ucrânia.

Luisa Alves, sob supervisão de Thiago Lincolins Publicado em 10/06/2022, às 17h02 - Atualizado às 19h12

André Hack Bahi - Divulgação/Redes Sociais
André Hack Bahi - Divulgação/Redes Sociais

André Hack Bahi, 43, brasileiro que foi morto na Guerra da Ucrânia nesse último domingo, 5, já havia participado de outros conflitos antes de alistar-se junto às tropas ucranianas.

André fazia parte do primeiro grupo de voluntários brasileiros que se alistou junto às tropas ucranianas. Mas já em 2015, ele se alistou junto à legião estrangeira francesa e passou a atuar em missões. Seus familiares contaram em entrevista ao UOL, que em 2006, o ex-militar quase foi morto na Costa do Marfim, quando foi atingido por quatro tiros no peito, mas estava de colete à prova de balas. 

"Ele queria ajudar", disse sua irmã mais velha, Letícia Hack, em entrevista ao UOL.

Mesmo após ter estado em um local que foi alvo de bombardeios e mísseis, tendo sido hospitalizado por dois meses para se recuperar de um traumatismo craniano e de fraturas na mandíbula e no tórax, André alistou-se como voluntário na Guerra da Ucrânia há 3 meses atrás. 

Letícia acredita que o desejo de alistar-se seja uma vocação adquirida hereditariamente, já que seu avô era tenente do Exército e seu bisavô lutou na Guerra do Paraguai

"Acho que o André tinha essa vocação. É uma coisa que vem de família", disse ela.

Ele falou: 'Mana, eu quero ajudar as pessoas. Se precisar morrer, eu vou morrer'. E foi o que aconteceu. Ele morreu em combate. O meu irmão tinha essa força de salvar vidas e de lutar por um país que nem era dele. Ele vai permanecer vivo para sempre no meu coração.", contou Letícia Hack ao UOL.

A irmã tentou convencê-lo a deixar a guerra

André Hack Bahi mesmo em meio à guerra, comunicava-se com a família pelas redes sociais. Letícia contou que semana passada tentou convencê-lo a voltar para o Brasil, mas sem sucesso.

"Um colega dele tinha voltado. Aí, perguntei se ele não queria voltar. Ele disse que ainda estava em missão e que iria ficar até o final. Meu irmão foi mais uma vítima dessa guerra, entre tantos outros soldados.", contou.

André faleceu após ser atingido por desparos. Seu corpo, que agora encontra-se em um necrotério na região, foi arrastado para fora do local por um amigo. Agora, a família vai à procura da embaixada do Brasil na Polônia para verificar se consegue trazer os restos mortais do combatente para o Brasil.