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Britânicas se tornam o primeiro casal lésbico a dividir a gestação de uma criança

Jasmine e Donna Francis-Smith geraram o pequeno Otis graças a um procedimento chamado “maternidade compartilhada

Fabio Previdelli Publicado em 05/12/2019, às 18h03

Otis, Donna e Jasmine Francis-Smith
Otis, Donna e Jasmine Francis-Smith - Divulgação

Graças ao histórico procedimento chamado de “maternidade compartilhada”, Jasmine e Donna Francis-Smith conceberam o pequeno Otis, que nasceu sem complicações em um hospital na Inglaterra.

O tratamento, que foi oferecido pela London Women's Clinic, consiste basicamente na fertilização in vitro do óvulo de uma das mães com o esperma de um doador, que é colocado em uma cápsula e, posteriormente, é inserido no útero da doadora.

O feto fica lá por um período de 18 horas. Após esse tempo, a cápsula é retirada do útero da mãe biológica e é inserido novamente no ventre da outra mulher, que ficará responsável por gerar o bebê pelos próximos 9 meses.

Segundo os especialistas da clínica londrina, esse primeiro processo de 18 horas ajuda no desenvolvimento inicial do embrião, que tem sua probabilidade de fertilização aumentada.

Em entrevista ao Metro, Giuseppina Lamanna, ginecologista que supervisionou o tratamento, disse que esse processo ajuda as duas mães a criarem um laço afetivo com a criança. "O método reúne cuidadosamente as contribuições das mães na criação do bebê, uma fonte de enorme satisfação para muitas lésbicas e casais heterossexuais que vemos em nossa clínica".

Em entrevista ao The Telegraph, Jasmine declarou que o procedimento fez com que as duas se sentissem "iguais em todo o processo". Sobre o sucesso da técnica, ela declarou: “Temos muita sorte de ter dado tudo certo na nossa primeira tentativa de fertilização in vitro, mas sabemos que na realidade o processo não funciona de primeira para muita gente".

Apesar do método já ter sido realizado outras vezes, Jasmine e Donna foram as pioneiras no que se diz respeito ao tratamento feito para membros de um só casal. Agora, as britânicas esperam que a experiência que elas tiveram possa servir de exemplo para outros casais ao redor do mundo.

“Estamos felizes por ter funcionado tão bem e pelas informações estarem disponíveis. Isso ajudará as pessoas no futuro. [O método] aproxima você mais da criança e evita que uma mãe se sinta mais próxima do filho do que a outra”.