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Notícias / Mundo

Buscas no Google sobre aborto estão levando pessoas para centros pró-vida nos EUA, diz estudo

Pesquisadores americanos fazem denúncia em estados que já possuem regularização

Alan de Oliveira | @baco.deoli sob superisão de Publicado em 14/06/2022, às 08h45

Barriga de mulher grávida de 8 meses completo - Getty Images
Barriga de mulher grávida de 8 meses completo - Getty Images

Um novo estudo do 'Center for Countering Digital Hate' (CCDH), localizado na Califórnia, Estados Unidos, na semana passada, descobriu que os resultados de pesquisas no 'Google' estão direcionando as estadunidenses que buscam serviços de abortos, para clínicas pró-vida, ou como são conhecidos, “centros de gravidez de crise” (CPCs) e “centros de recursos de gravidez”.

Através da extensão do 'Google Chrome' o “Location Guard”, foram feitas diversas buscas com os termos “clínica de aborto perto de mim” e “pílula do aborto” em cada um dos 13 estados com “leis-gatilho”. 

Consequentemente, viram as primeiras páginas dos resultados de cada termo buscado, abrangendo resultados patrocinados, orgânicos e o que apareceram nas primeiras páginas das abas Mapas, Notícias e Vídeos. O resultado foi considerado alarmante para uma região que já tem avanços na desburocratização e direitos das mulheres em abortos.

Em números totais

Entre dez pessoas, uma com certeza será direcionada para falsas clínicas antiaborto, os CPCs. Esses locais, segundo o CCDH, são frequentemente afiliados a organizações nacionais antiaborto e têm um histórico de disseminar informações erradas sobre os riscos da interrupção da gravidez para a saúde, totalizando assim 51 do total de 445 resultados registrados (11,46%).

Na prática, temos um cenário que reflete na prorrogativa de incentivo á vida de uma maneira forçada, quando, na verdade, os americanos estão buscando abortar de uma maneira mais eficaz, nos limites da lei e menos danosa ao corpo da mulher. Como exemplo, no 'Google Maps', 37% das pesquisas (26 das 70) levam as pessoas para centros pró-vida, como se fossem clínicas reais, segundo a apuração do portal de notícias ‘MediaTalks’.

Os CPCs agora superam as clínicas de aborto reais na proporção de 3 para 1, com aproximadamente 2.600 operando nos EUA, de acordo com um estudo da ‘Alliance’, uma coalizão de defensores estaduais dos direitos das mulheres e da igualdade de gênero.

Você pode conferir o estudo completo neste link.