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Cabana de 4.500 anos construída com lama de bambu é descoberta na China

A construção antiga é um achado raro na província de Sichuan, instigando arqueólogos sobre o passado da região

Alana Sousa Publicado em 08/06/2021, às 13h30

Arqueólogo limpando a descoberta da cabana milenar
Arqueólogo limpando a descoberta da cabana milenar - Instituto de Pesquisa de Arqueologia e Relíquias Culturais de Chengdu

Na última segunda-feira, 7, arqueólogos anunciaram a descoberta de uma cabana de 4.500 mil anos feita de lama de bambu na província de Sichuan, na China. O achado raro foi divulgado pelo site local China Org.

As ruínas encontradas por especialistas consistem em seis pedaços de bambus carbonizados, as evidências apontariam para a presença de construções com lama de bambu em Chengdu, capital da província.

Esta seria a primeira prova de que o material era usado em assentamentos antigos na região, visto que era bastante comum cabanas semelhantes em outros lugares da China, segundo o Instituto de Pesquisa de Arqueologia e Relíquias Culturais de Chengdu.

"A descoberta provou diretamente a existência da parede de lama de bambu", afirmou Tang Miao, vice-chefe do instituto. Além da cabana, peças de cerâmicas também foram localizadas nas proximidades.

As ruínas da cultura Baodun são as mais antigas de uma cidade próxima ao curso do rio Yangtze, o maior de toda a Ásia. Assim, a recente descoberta oferece mais entendimento sobre o povo local e suas origens.

Sobre arqueologia

Descobertas arqueológicas milenares sempre impressionam, pois, além de revelar objetos inestimáveis, elas também, de certa forma, nos ensinam sobre como tal sociedade estudada se desenvolveu e se consolidou ao longo da história. 

Sem dúvida nenhuma, uma das que mais chamam a atenção ainda hoje é a dos egípcios antigos. Permeados por crendices em supostas maldições e pela completa admiração em grandes figuras como Cleópatra e Tutancâmon, o Egito gera curiosidade por ser berço de uma das civilizações que foram uma das bases da história humana e, principalmente, pelos diversos achados de pesquisadores e arqueólogos nas últimas décadas.