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Notícias / Naufrágio

Cabeça de estátua de Hércules descoberta em naufrágio de 2 mil anos na Grécia

Impressionante foi descoberta em nova expedição a embarcação estudada desde 1900

Éric Moreira Publicado em 21/06/2022, às 14h36

Cabeça de estátua grega de Hércules encontrada em naufrágio de 2000 anos - Divulgação/Antikythera Press Release: "Return to Antikythera 2022"/Nikos Giannoulakis
Cabeça de estátua grega de Hércules encontrada em naufrágio de 2000 anos - Divulgação/Antikythera Press Release: "Return to Antikythera 2022"/Nikos Giannoulakis

O chamado 'desastre de Anticítera' foi um evento ocorrido há cerca de 2 mil anos, no século 1 a.C., em que um navio de mercadorias afundou após colidir contra rochas, no noroeste da ilha de Creta, na costa de Anticítera, na Grécia.

A embarcação conta com quase 40 metros de comprimento e é estudada desde 1900, época inclusive em que o resto do corpo da estátua de Hércules foi encontrado, de acordo com a Revista Galileu.

O anúncio de descoberta da cabeça de Hércules foi feito no site do projeto 'Return to Antikythera' (Retorno à Anticítera, em português) — que atualmente é coordenado pela Universidade de Genebra, na Suíça — nesta segunda-feira, 20. Mesmo depois de mais de 100 anos da descoberta do naufrágio, diversos novos tesouros e artefatos são encontrados na embarcação.

Cabeça de estátua grega de Hercules encontrada em naufrágio em Anticítera
Cabeça de estátua grega de Hercules encontrada em naufrágio em Anticítera / Divulgação/Antikythera Press Release: "Return to Antikythera 2022"/Nikos Giannoulakis

Outras descobertas

O navio naufragado também é conhecido por possuir outro dispositivo muito interessante, que os cientistas acreditam ser uma espécie de computador analógico, sendo assim o computador mais antigo da história. Chamado de Máquina de Anticítera, o aparelho era usado para prever eclipses e rastrear os movimentos do Sol, da Lua e de estrelas.

A última investigação pelo local aconteceu entre 23 de maio e 15 de junho de 2022, que era a segunda etapa da pesquisa arqueológica submarina do naufrágio. O programa tem como objetivo formular um entendimento mais claro e apurado sobre o navio naufragado, assim como sua rota, carga e condições dos destroços, e se estenderá até 2025.