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Calor provocou a morte de 354 pinguins na Argentina, diz estudo

Pesquisadores confirmaram que centenas de pinguins morreram em razão das altas temperaturas em janeiro de 2019

Redação Publicado em 08/01/2022, às 12h36

Pinguins encontrados mortos no ano de 2019
Pinguins encontrados mortos no ano de 2019 - Divulgação / Katie Holt / Universidade de Washington

No mês de janeiro de 2019, 354 pinguins foram encontrados sem vida na região argentina de Magalhães. Na época, os termômetros chegaram a marcar 44º C na sombra. Agora, um artigo publicado na revista Ornithological Applications confirmou que a morte dos animais se deu por desidratação.

O estudo foi realizado por pesquisadores da Universidade de Washington, que acompanham a colônia de pinguins desde a década de 1980. Os profissionais, que já registraram diversos eventos de mortes em massa, afirmam que nunca houve tantos adultos mortos. Segundo informações da revista Galileu, foram 264 ao todo.

“Qualquer morte em massa como essa é uma preocupação”, disse em nota, Katie Holt, quem faz doutorado em biologia na instituição responsável pela pesquisa. “Mas o que é mais preocupante sobre a mortalidade por calor é que ela tem o potencial de matar muitos adultos. A viabilidade populacional de aves marinhas longevas –  como os pinguins-de-Magalhães – depende da longevidade."

De acordo com Holt, a espécie citada pode viver mais de 30 anos, de modo que esses animais encontram diversas oportunidades de reprodução ao longo da vida. No entanto, a pesquisadora alerta: "Se estamos perdendo um grande número de adultos em um único evento como este, isso é uma grande preocupação".

A equipe constatou que os filhotes mortos, ao contrário das aves em fase adulta, não apresentavam qualquer sinal de desnutrição ou de desidratação. A principal hipótese levantada pelos pesquisadores é de que eles não tenham conseguido regular a temperatura para realizar a digestão dos alimentos.

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