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Câmara funerária de 6 mil anos revela organização de hierarquia social na Alemanha

O local foi considerado um dos mais bem preservados do período Neolítico e relaciona a desigualdade na região

Wallacy Ferrari Publicado em 26/05/2020, às 09h01

Escavadores analisam as câmaras encontradas
Escavadores analisam as câmaras encontradas - Antiquity

Um cemitério encontrado em uma colina na região das montanhas de Hofheim-Kapellenberg, no sul da cordilheira de Taunus, na Alemanha, revelou técnicas organizacionais em câmaras funerárias de 6 mil anos. Feitas no período Neolítico, a separação das covas foi feita de maneira hierárquica, atribuindo itens e confecções valiosas para membros da elite e covas simples para cidadãos comuns.

A escavação, realizada pelo Instituto de Pesquisa Leibniz de Arqueologia (RGZM) em parceria com a Universidade Johannes Gutenberg, localizou um túmulo de 90m de diâmetro. Os arqueólogos acreditam que a construção foi feita entre 4500 e 3750 a.C. A descoberta está diretamente relacionada a dois machados de pedra encontrados na mesma região na década de 1880.

Um dos machados havia sido fabricado em Jade, há centenas de quilômetros dos alpes onde o cemitério foi encontrado. Acredita-se que o espaço recebia habitantes de Jade, visto que o local já tinha uma organização social que justificava a locomoção e separação das covas e confecções.

Além da descoberta, os arqueólogos localizaram indícios de que, no topo da mesma colina, havia uma vila com cerca de 900 habitantes na época. Os itens e registros humanos da vila apontam que a mesma foi construída entre 3750 e 3650 a.C., sendo posterior ao cemitério. Não se sabe se há uma ligação da vila com a estrutura funerária.