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Canal Brasil teria mandado cortar transmissão de figuras públicas que criticassem Jair Bolsonaro

O episódio teria ocorrido no Festival de Gramado. A denúncia da jornalista Fábia Oliveira não teve comprovação, mas questão já está há uma semana incomodando o debate sobre a mídia brasileira

Redação Publicado em 27/08/2019, às 15h00

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- Reprodução

O Canal Brasil, teria decidido cortar a transmissão de famosos que criticassem a atual conjuntura da presidência durante a cerimônia de premiação do Festival de Cinema de Gramado. No entanto, a veracidade do caso é ainda duvidosa.

A denúncia veio da colunista do jornal O Dia, Fábia Oliveira, sobre o evento ocorrido na semana passada. De acordo com a jornalista, membros da emissora teriam se reunido antes do evento para discutir a questão, decidindo boicotar aqueles que fizessem críticas ao governo de Bolsonaro.

Fábia Oliveira / Crédito: Reprodução

 

Não seria a primeira experiência de autoritarismo nos veículos midiáticos em defesa de um presidente. É fato que diversas novelas e programas televisivos foram censurados e sofreram com cortes durante a última ditadura que o país viveu, entre 1964 e 1985.

No decorrer do Festival, ocorreram protestos contra Bolsonaro e homenagens à vereadora assassinada Marielle Franco. Ao ser procurado, o Canal Brasil negou as informações e lançou um comunicado. 

"O Canal Brasil nega veementemente a informação publicada pela colunista Fábia Oliveira, do Jornal O Dia, de que a transmissão da Cerimônia de Encerramento do Festival de Cinema de Gramado seria interrompida caso algum artista falasse mal do presidente Jair Bolsonaro. Tal hipótese é, inclusive, tecnicamente inviável, uma vez que a transmissão foi feita ao vivo em todas as plataformas. Como havia sido planejado e divulgado pelo canal, a cerimônia foi ao ar em tempo real e sem cortes ou intervalos. A noite foi extremamente politizada, com críticas feitas – e transmitidas – por diversos artistas e comentadas inclusive pelos apresentadores do canal. O Canal Brasil prima pela liberdade de expressão, pluralidade de discursos e diversidade e refuta qualquer tipo de censura."