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Canadá: Grupo indígena afirma que mais 160 túmulos foram encontrados em ex-internato

Covas não identificadas continuam sendo descobertas no país, em um caso que está chocando o mundo

Isabela Barreiros, sob supervisão de Thiago Lincolins Publicado em 15/07/2021, às 13h53

Imagem ilustrativa de túmulos
Imagem ilustrativa de túmulos - person678 via Pixabay

Na última terça-feira, o grupo indígena Penelakut revelou que foram encontradas mais 160 covas não identificadas no local que abrigou um internato indígena na província de Colúmbia Britânica, no Canadá. 

Segundo a ANSA, a chefe da comunidade Penelakut, Joan Brown, afirmou em nota que os túmulos pertenciam ao território de uma antiga escola mantida pela Igreja Católica na Ilha Kuper entre 1890 e 1975.

"Estamos em mais um momento em que devemos enfrentar o trauma causado por esses atos de genocídio", disse Brown no comunicado, ressaltando que crianças indígenas morreram em tentativas de fuga da escola.

Até agora, foram encontradas 1.275 sepulturas não identificadas em antigos internatos católicos desenvolvidos para assimilar indígenas, em um genocídio cultural que vem sendo realizado há séculos na região. 

No final de maio deste ano, os restos mortais de 215 crianças foram encontrados sob uma escola residencial na Colúmbia Britânica, no Canadá. Já em junho, outras 751 sepulturas não identificadas foram descobertas em uma antiga escola em Saskatchewan. 

O primeiro-ministro do Canadá, Justin Trudeau, afirmou que reconhece que "essas descobertas apenas aprofundam a dor que famílias, sobreviventes e todos os povos e comunidades indígenas já estão sentindo, ao reafirmar a verdade que há muito sabem”.

"Meu coração se parte pela tribo Penelakut e por todas as comunidades indígenas em todo o país", disse Trudeau, segundo a DW. “Aos membros da Tribo Penelakut, estamos aqui para ajudá-los. Não podemos trazer de volta aqueles que estão perdidos, mas podemos e continuaremos a dizer a verdade".