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Notícias / Síndrome

Canadense com síndrome rara fica bêbada sem que consuma álcool

Sem consumir álcool, paciente apresentou sintomas como sonolência intensa, fala arrastada e odor de bebida alcoólica no hálito

por Giovanna Gomes

ggomes@caras.com.br

Publicado em 04/06/2024, às 08h17

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Imagem Ilustrativa - Imagem de Kasjam Farbisz por Pixabay
Imagem Ilustrativa - Imagem de Kasjam Farbisz por Pixabay

Um estudo de caso recente apresenta o caso de uma mulher canadense de 50 anos que foi levada ao hospital com sonolência intensa, fala arrastada e odor de bebida alcoólica no hálito, apesar de não ter consumido álcool.

Ao longo de dois anos, ela foi encaminhada ao pronto-socorro seis vezes com esses sintomas, sempre sendo diagnosticada erroneamente com intoxicação alcoólica, embora sua família afirmasse que ela não consumia álcool por motivos religiosos. No entanto, os médicos finalmente identificaram que a paciente sofria de uma condição rara conhecida como Síndrome da Autocervejaria (ABS), uma doença difícil de diagnosticar.

Publicado no Canadian Medical Association Journal, o estudo relata que o diagnóstico correto só foi possível após revisão do histórico médico da paciente. Ela tinha um histórico de infecções urinárias recorrentes por cinco anos, difíceis de prevenir e frequentemente tratadas com antibióticos.

Os médicos suspeitaram que o uso constante de antibióticos eliminou bactérias benéficas do intestino da paciente, permitindo a proliferação de fungos intestinais, causando a ABS.

Essa síndrome ocorre quando fungos intestinais fermentadores, geralmente presentes na produção de bebidas alcoólicas, se proliferam no intestino delgado, levando à produção de álcool no corpo a partir de carboidratos e açúcares consumidos.

Sonolência

De acordo com informações do portal Galileu, a sonolência da paciente era particularmente preocupante, já que ela adormecia repentinamente durante suas atividades diárias, afetando sua qualidade de vida e seu trabalho. Mas apesar de ter recebido tratamento psicológico para alcoolismo e abuso de substâncias, nenhuma avaliação indicou dependência de álcool.

Somente em sua sétima visita ao hospital, a síndrome foi considerada como um possível diagnóstico. Ela foi encaminhada a uma clínica de gastroenterologia, onde recebeu uma dieta baixa em carboidratos para privar os fungos de sua fonte de alimentação, além de antifúngicos e probióticos, que foram eficazes na eliminação dos sintomas.

Para suas infecções urinárias, foram prescritos antibióticos de espectro estreito. Depois de meses sem recaídas, os médicos testaram aumentar gradualmente a ingestão de carboidratos, monitorando a paciente para evitar o retorno dos sintomas.

+ Confira aqui o estudo completo.