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Capitólio é invadido por apoiadores de Donald Trump e resulta em caos nos EUA

A sessão ocorrida nesta quinta-feira, 6, tinha como objetivo de certificar a vitória de Joe Biden

Redação Publicado em 06/01/2021, às 21h29

Capitólio invadido
Capitólio invadido - Divulgação/Globo News

Apoiadores do presidente derrotado Donald Trump protagonizaram um episódio inacreditável nesta quinta-feira, 6. Isso porque a sede do Congresso dos EUA, o Capitólio, foi invadido por um grupo a favor do político norte-americano.

No momento da invasão, ocorria a contagem oficial de votos que compreendem o Colégio Eleitoral das últimas eleições presidenciais do país ocorridas em novembro, que resultaram na vitória de Biden.

Conforme repercutido pela impressa dos EUA, jornalistas e parlamentares que estavam no local durante o momento, uma mulher acabou sendo alvo de uma bala, não resistindo depois.

Após a invasão, militares que atuam na Guarda Nacional foram chamados com o objetivo de reforçar a segurança local. O Pentágono informou que aproximadamente 1,1 mil soldados seriam enviados até Washington.

Mike Pence, que liderava a sessão, pediu que os apoiadores de Trump deixassem o local e que sofreriam medidas legais diante de uma possível recusa. "Protestos pacíficos estão no direito de todo americano, mas este ataque ao nosso Capitólio não vai ser tolerado", afirmou.

Nancy Pelosi, presidente da Câmara e opositora de Trump, disse que apesar da sessão ter sido suspensa, seria retomada ainda hoje. "Decidimos que devemos prosseguir esta noite no Capitólio assim que estiver liberado para uso. O líder Hoyer enviará mais orientações mais tarde hoje," afirmou, conforme repercutido pelo portal de notícias G1.

Vale destacar que, antes do episódio, Trump relatou que marcharia ao lado dos manifestantes. "Eu estarei com vocês. Vamos andar até o Capitólio e felicitar nossos bravos senadores e congressistas", afirmou Donald em discurso. Contudo, o presidente não foi flagrado na marcha.

O presidente, inclusive comentou o episódio através das redes sociais oficiais: "Vocês têm que ir para casa. Precisamos ter paz, precisamos ter lei e ordem e precisamos respeitar nosso grande pessoal de lei e ordem. Não queremos ninguém ferido", escreveu.