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Caranguejos, lagostas e polvos sentem dor e precisam ser protegidos, aponta relatório

O estudo recomenda que os cefalópodes e decápodes sejam preservados pelas leis de bem-estar animal do Reino Unido

Isabela Barreiros Publicado em 25/11/2021, às 13h29

Imagem ilustrativa de lagosta
Imagem ilustrativa de lagosta - Divulgação/Pixabay/E2OMedia

Um relatório encomendado pelo governo do Reino Unido apontou que polvos, caranguejos e lagostas são animais capazes de sentir dor ou sofrimento e não deveriam ser cozidos vivos, prática comum no mundo todo.

A análise, feita por cientistas da London School of Economics, recomendou ainda que os cefalópodes — polvos, lulas e chocos, por exemplo — e decápodes — como caranguejos, lagostas e lagostins — sejam protegidos pelas novas leis de bem-estar animal britânicas.

“O projeto de Lei de Bem-Estar Animal fornece uma garantia crucial de que o bem-estar animal seja corretamente considerado ao desenvolver novas leis”, afirmou o ministro do Bem-Estar Animal, Lord Zac Goldsmith, em nota.

“A ciência agora está clara que decápodes e cefalópodes podem sentir dor e, portanto, é justo que sejam cobertos por esta parte vital da legislação”, completou, segundo informou a CNN Brasil.

Os pesquisadores chegaram à conclusão por meio da análise de 300 estudos científicos, que investigaram as evidências de senciência das criaturas. Foram utilizados oito métodos para avaliar a sensibilidade dos animais.

Entre eles estavam a conexão entre receptores de dor e algumas regiões do cérebro, respostas a anestésicos ou analgésicos, capacidade de aprendizado, além de comportamentos como equilíbrio entre ameaça e oportunidade de recompensa e proteção contra ferimentos e ameaças.

As novas leis sobre bem-estar animal ainda não foram aprovadas, mas o projeto prevê um Comitê de Senciência Animal que leva em conta práticas mais conscientes para o transporte, atordoamento e abate desses animais.