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Notícias / Família Real Britânica

Carta vazada de Príncipe Harry pode incriminar Charles, diz site

Segundo o documento, o futuro rei supostamente vendeu títulos britânicos para o bilionário Mahfouz Marei Mubarak bin Mahfouz

Pedro Paulo Furlan, sob supervisão de Pamela Malva Publicado em 23/02/2022, às 22h00

Charles e Harry juntos em um evento (2018) - Getty Images
Charles e Harry juntos em um evento (2018) - Getty Images

Desde a última semana, a imprensa do Reino Unido tem repercutido uma carta vazada ao jornal The Sunday Times, que pode resultar em um crime cujo culpado é o futuro rei, Príncipe Charles. Em uma troca entre a assessoria oficial de Harry e o bilionário Mahfouz Marei Mubarak bin Mahfouz, dinheiro foi proposto em troca de favores com a realeza.

As mensagens vazadas são assinadas por Mark Dyer, que era assessor pessoal do Príncipe Harry, e mostram uma tentativa de ‘dinheiro por acesso’, em que Mahfouz pagaria e receberia coisas como encontros com a família real, visitas e até um título oficial da Ordem do Império Britânico.

Conversarei com o PH [Príncipe Harry] hoje em Windsor; vou informá-lo da situação e ver se ele quer se comprometer com a viagem, mas essa definitivamente não foi o nosso entendimento… Começa a me soar como ‘dinheiro por acesso’”, escreve Dyer em uma das supostas trocas sobre visita de Harry à Arábia Saudita.

A viagem nunca aconteceu, no entanto o bilionário ofereceu pagar cerca de um milhão de libras pelo encontro com Harry, que seriam doados à fundação pessoal do príncipe.

O problema é que, apesar do plano não funcionar com o neto da Rainha Elizbeth II, as transações foram completas com Charles. O próximo rei da Inglaterra, inclusive, chegou a doar 1,5 milhão de libras para sua organização particular e recebeu os privilégios.

Em 2014 e 2015, Charles supostamente recebeu Mahfouz no Reino Unido e, em 2016, presenteou-o com o título, que deve ser dado só a grandes contribuidores para as artes e ciências, instituições de caridade e serviços públicos. 

O caso tem sido investigado na Inglaterra e a opinião pública sobre o herdeiro do trono pode tomar uma forte alteração na situação de que isto seja provado verdade. Segundo cobertura da revista Monet, o ex-detetive da Polícia Metropolitana de Londres Steve Morris defendeu que os príncipes devem ser testemunhas.

Tudo faz parte da investigação; como o doador chegou onde está dentro da instituição de caridade, que é uma evidência vital para mostrar como ele supostamente se infiltrou na instituição”, falou sobre o bilionário, adicionando sobre Charles e Harry. “Ambos [os príncipes] devem ser contatados pelo menos como testemunhas. Isso envolveria policiais indo às suas casas ou sendo convidados a uma delegacia de polícia para dar o que é chamado de 'declaração da Seção 9', puramente como testemunhas neste momento."