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Cartas recém-descobertas revelam faceta desconhecida de Maria, Rainha da Escócia

Sempre envolvida em brigas políticas e intrigas, a rainha também precisou lidar com questões práticas de governança

Redação Publicado em 13/03/2019, às 10h57

Maria, Rainha da Escócia
Wikimedia Commons

A curta vida de Maria, Rainha da Escócia, sempre foi recheada de momentos marcantes: a suposição da coroa quando ela tinha apenas seis dias de vida, o misterioso assassinato de seu segundo marido, sua abdicação forçada do trono escocês, seus anos de prisão na Inglaterra e seu envolvimento em um plano contra Elizabeth I -- que levou à sua execução por decapitação aos 44 anos.

Mas 15 documentos manuscritos datados do século XVI e descobertos recentemente no Museu de Edimburgo, na capital da Escócia, destacam as questões práticas de governança do reinado de Mary, quando ela estava imersa nos detalhes administrativos de seu reino. A BBC relata que as cartas foram enviadas ao museu em 1920, mas de alguma forma desapareceram dentro da instituição. Agora, os curadores redescobriram os documentos enquanto realizavam trabalhos de inventário e conservação.

Carta escrita por Maria, Rainha da Escócia

 

Os documentos, datados entre 1553 e 1567, abrangem o tempo de Maria na Escócia e na França. Mesmo quando estava morando no exterior, ela manteve um olhar atento sobre assuntos domésticos. Alguns dos documentos trazem a assinatura de Mary, outros foram assinados por seu terceiro marido, James Hepburn, e outros ainda por James, Duque de Chesterault, regente de Mary até 1554.

Entre os tesouros descobertos recentemente está uma ordem de 1567, assinada por Mary e James Hepburn, concedendo terreno para a produção de sal aos comerciantes de Londres. Outra carta amplia os privilégios para os açougueiros. E há ainda outro documento lidando com os direitos dos diáconos e comerciantes em geral.

"Todos conhecemos a história da rainha da Escócia, sua vida agitada e eventual execução, mas nesses documentos vemos um lado diferente de Maria. Aqui, ela pode ser vista com cuidado gerenciando os assuntos cotidianos de Edimburgo e Escócia", explicou em comunicado Vicky Garrington, curadora de história do Museu de Edimburgo.