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Caso Beatriz: Menina foi morta após se assustar com suspeito armado

Marcelo da Silva, de 40 anos, é suspeito do crime que ocorreu há seis anos, em Petrolina

Penélope Coelho Publicado em 13/01/2022, às 09h51

Beatriz Angélica Mota, de 7 anos
Beatriz Angélica Mota, de 7 anos - Divulgação/Arquivo pessoal

Na noite da última quarta-feira, 12, as autoridades de Pernambuco informaram que a menina Beatriz Angélica Mota, de 7 anos, foi assassinada com golpes de faca, após se assustar quando viu o suspeito armado.

Seis anos após o crime, que ocorreu em 10 de dezembro de 2015, as autoridades de Petrolina chegaram ao nome de Marcelo da Silva, de 40 anos, através de DNA encontrado na faca usada para matar Beatriz, dentro de uma escola.

De acordo com informações publicadas pelo portal de notícias UOL, a Secretaria de Defesa Social de Pernambuco informou que o homem já está preso por outro crime cometido em 2017, estupro de venerável.

Segundo Marcelo, ele entrou no colégio com pouca dificuldade com objetivo de “pedir dinheiro”. Ele confessou o crime, e teria agido sozinho quando a menina se desesperou ao vê-lo armado com uma faca, o homem afirma que não mirava na vítima.

Para a mãe de Beatriz, Lucinha Mota, as evidências de DNA são “incontestáveis”, mas, a motivação do acusado não a “convence”. Os pais da criança foram responsáveis por iniciarem uma jornada a pé de Petrolina até Recife, cobrando respostas a respeito do assassinato brutal da filha.


Relembre o caso Beatriz

Na noite do dia 10 de dezembro de 2015, Beatriz e sua família participavam da formatura de sua irmã mais velha, no Colégio Nossa Senhora Auxiliadora. A criança de 7 anos saiu de perto dos responsáveis para ir beber água e desapareceu.

Seu corpo foi encontrado sem vida na própria escola, em um lugar que servia como depósito de material, muito perto de onde acontecia a cerimônia.


ATUALIZAÇÃO

No dia 19 de janeiro de 2021, Marcelo Silva enviou uma carta para seu novo advogado, Rafael Nunes. No documento, o suspeito afirmou que foi obrigado a confessar o crime por pressão.

“Eu não matei a criança. Eu confessei na pressão. Pelo amor de Deus, eles querem minha morte. Preciso de ajuda. Estou com medo de morrer, quero viver. Eu não sou assassino. Quero falar com a mãe da criança. Quero a proteção de minha mãe”, escreveu.

O caso segue em investigação, sob segredo de Justiça.