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Caso Beatriz: Suspeito volta atrás e diz que foi obrigado a confessar

Em 2015, Beatriz Angélica Mota, de 7 anos, foi morta em uma escola de Petrolina

Penélope Coelho Publicado em 19/01/2022, às 10h52

Carta escrita por Marcelo da Silva
Carta escrita por Marcelo da Silva - Divulgação/Whatsapp/Rafael Nunes

Marcelo Silva, de 40 anos, indiciado por matar a menina Beatriz Angélica Mota, de 7 anos, em 2015, voltou atrás e afirmou que foi pressionado a confessar o crime.

O novo advogado do suspeito, Rafael Nunes, afirma que recebeu uma carta de seu cliente com uma nova versão do caso. As informações foram publicadas na última terça-feira, 18, pelo portal de notícias g1.

Na última semana, a polícia chegou ao nome de Marcelo a partir de análises de DNA encontradas na faca do crime. O sujeito que já estava preso por outro delito, confessou ter matado Beatriz.

Ele havia afirmado que entrou na escola Nossa Senhora Auxiliadora, em Petrolina, Pernambuco, para ‘pedir dinheiro’, quando encontrou com a criança, que teria se assustado com o fato dele estar armado. Segundo Marcelo, ele atacou porque Beatriz começou a gritar.

Entretanto, na carta escrita na última segunda-feira, 17, o homem voltou atrás. O caso segue em segredo de Justiça.

“Eu não matei a criança. Eu confessei na pressão. Pelo amor de Deus, eles querem minha morte. Preciso de ajuda. Estou com medo de morrer, quero viver. Eu não sou assassino. Quero falar com a mãe da criança. Quero a proteção de minha mãe”, escreveu o suspeito.

Relembre o caso Beatriz

Na noite do dia 10 de dezembro de 2015, Beatriz e sua família participavam da formatura de sua irmã mais velha, no Colégio Nossa Senhora Auxiliadora. A criança de 7 anos saiu de perto dos responsáveis para ir beber água e desapareceu.

Seu corpo foi encontrado sem vida na própria escola, em um lugar que servia como depósito de material, muito perto de onde acontecia a cerimônia.

Na semana passada, Marcelo Silva, de 40 anos, confessou o crime. Ele afirma que entrou na escola para ‘pedir dinheiro' e atacou Beatriz após a menina se assustar ao vê-lo armado.

A mãe da vítima, Lucinha Mota, acredita que Marcelo seja o culpado, mas, afirma que perguntas sobre a motivação do crime ainda devem ser respondidas.