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Caso Henry: Avó materna acredita que neto tenha sido agredido

‘Acredito que sim’, disse a mãe de Monique Medeiros sobre supostas agressões sofridas pela criança

Redação Publicado em 16/12/2021, às 09h43

Fotografia de Monique Medeiros com Henry Borel
Fotografia de Monique Medeiros com Henry Borel - Divulgação/Arquivo Pessoal/Monique Medeiros

Na última quarta-feira, 15, ocorreu mais uma audiência de instrução e julgamento a respeito do caso da morte do menino Henry Borel, que foi morto aos quatro anos de idade, em 8 de março deste ano.

Nessa etapa foram ouvidas testemunhas de defesa dos réus do caso, Monique Medeiros, mãe do menino, e Dr. Jairinho, ex-vereador e padrasto do garoto.

Na ocasião, Rosângela Medeiros — mãe deMonique— falou sobre seu neto. A mulher afirmou que a criança nunca relatou ter sofrido agressões por parte de Jairinho. As informações são do portal de notícias UOL.

"Não acredito que meu neto tenha sido torturado porque ele nunca reclamou de nada e nunca apareceu com marcas [...] Ele era uma criança branquinha. Não tinha como aparecer um roxo, um machucado no Henry”, afirmou a mulher.

Entretanto, ao fim de seu depoimento, ao ser questionada pela juíza Elizabeth Louro sobre as lesões encontradas no corpo do menino, Rosângela afirmou crê que Henry foi sim agredido antes da morte: ‘Acredito que sim’.

De qualquer forma, a avó materna de Henry não apontou quem seria o provável autor das agressões.


Relembre o caso Henry

No domingo de 7 de março de 2021, o engenheiro Leniel Borel deixou seu filho Henryna casa da mãe do garoto, sua ex-esposa Monique. Segundo a mulher, via UOL, o menino teria chegado cansado, pedindo para dormir na cama que ela dividia com Jairinho.

Por volta das 3h30 da madrugada, o casal foi verificar o pequeno e acabou encontrando Henry no chão, já desacordado. Monique e o vereador levaram o garoto às pressas para o hospital, enquanto avisavam Leniel que, desconfiado, abriu um Boletim de Ocorrência.

O caso começou a ser investigado no mesmo dia e, até hoje, a polícia já ouviu cerca de 18 testemunhas. Tendo em vista que a morte do garoto foi causada por “hemorragia interna e laceração hepática [danos no fígado] causada por uma ação contundente”, os oficiais já reuniram provas o suficiente para descartar a hipótese de um acidente, segundo o G1.

Dr. Jairinho e Monique Medeiros foram indiciados por homicídio duplamente qualificado, como agravamento de tortura e recursos que dificultaram que o garoto se defendesse.