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Caso Henry Borel: Jairinho nega agressões a filha de ex-namorada por não ter "grau de intimidade"

O político foi interrogado na tarde de quinta-feira, 8, e disse que seu relacionamento extraconjugal tinha "finalidade sexual"

Redação Publicado em 10/04/2021, às 10h23

Dr. Jairinho durante condução policial
Dr. Jairinho durante condução policial - Divulgação / RecordTV

Horas após sua prisão, o vereador Jairo Santos, conhecido como Dr. Jairinho, foi interrogado pelo delegado Adriano Marcelo Firmo França, da Delegacia da Criança e Adolescente Vítima (DCAV), e negou as acusações de agressões a filha de uma ex-namorada, como informou o jornal O Globo.

O veículo teve acesso ao termo de declaração onde o político explicou que realmente teve um relacionamento amoroso com a mãe da criança a partir de dezembro de 2010, enquanto esteve casado com a dentista Ana Carolina Ferreira Netto. Jairinho acrescentou que a finalidade era unicamente "sexual" e que o único empecilho era a insistência dela em encerrar o casamento com sua esposa.

Questionado sobre a filha da moça e a suposta agressão, relatada quando a menina tinha 3 anos de idade, o padrasto de Henry afirmou que não tinha tal "grau de intimidade" e que não teria ficado sozinho ou ido até uma piscina, contestando os depoimentos de que teria tentado afogar a garota, torcido seu braço e sufocado seu rosto com uma sacola plástica.

Jairinho cumpre a prisão preventiva em Bangu 8 e está instalado em isolamento por 14 dias para cumprimento de medidas de segurança contra o coronavírus. Ele e a companheira, Monique Medeiros, devem ser indiciados por homicídio duplamente qualificado e tortura pela Polícia Civil, como informou o portal G1.

Relembre o caso

No domingo de 7 de março de 2021,o engenheiro Leniel Borel deixou seu filho Henry na casa da mãe do garoto, sua ex-esposa Monique. Segundo a mulher, via UOL, o menino teria chegado cansado, pedindo para dormir na cama que ela dividia com Jairinho.

Por volta das 3h30 da madrugada, o casal foi verificar o pequeno e acabou encontrando Henry no chão, já desacordado. Monique e o vereador levaram o garoto às pressas para o hospital, enquanto avisavam Leniel, que, desconfiado, abriu um Boletim de Ocorrência.

O caso começou a ser investigado no mesmo dia e, até hoje, a polícia já ouviu cerca de 18 testemunhas. Tendo em vista que a morte do garoto foi causada por “hemorragia interna e laceração hepática [danos no fígado] causada por uma ação contundente”, os oficiais já reuniram provas o suficiente para descartar a hipótese de um acidente, segundo o G1.

O inquérito, no entanto, ainda não foi concluído e, dessa forma, nenhum suspeito foi acusado formalmente, mesmo que a polícia acredite que trate-se de um assassinato. Da mesma forma, falta esclarecer o que realmente aconteceu com Henry naquele dia.