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Caso Henry Borel: Laudo complementar do IML revela que menino tinha lesões no rosto causadas por unha

De acordo com o documento, a hipótese de acidente doméstico está descartada

Redação Publicado em 23/04/2021, às 07h55

Fotografia do pequeno Henry na piscina
Fotografia do pequeno Henry na piscina - Divulgação/Leniel Borel

De acordo com informações publicadas pelo portal de notícias G1, na última quinta-feira, 22, a TV Globo teve acesso a um laudo complementar do Instituto Médico Legal (IML), que revela novas informações sobre o caso Henry Borel — menino de 4 anos que foi morto no dia 8 de março.

Segundo revelado na publicação, o documento foi concluído na última quarta-feira, 21, e descarta a possibilidade de que a criança tenha morrido em um acidente doméstico.

Essa versão é sustentada pela mãe do menino, Monique Medeiros, e pelo padrasto, Dr. Jairinho. Sabe-se que ambos estão presos desde o dia 8 de abril, por suspeitas de participação na morte do garoto.

No laudo complementar a perícia revelou algumas lesões no rosto da criança, que não haviam sido comentadas anteriormente. De acordo com o documento, tais machucados são compatíveis a “escoriações causadas por unha”. Sabe-se que a primeira versão do laudo apontava 23 lesões em Henry.


Relembre o caso

No domingo de 7 de março de 2021, o engenheiro Leniel Borel deixou seu filho Henry na casa da mãe do garoto, sua ex-esposa Monique. Segundo a mulher, via UOL, o menino teria chegado cansado, pedindo para dormir na cama que ela dividia com Jairinho.

Por volta das 3h30 da madrugada, o casal foi verificar o pequeno e acabou encontrando Henry no chão, já desacordado. Monique e o vereador levaram o garoto às pressas para o hospital, enquanto avisavam Leniel, que, desconfiado, abriu um Boletim de Ocorrência.

O caso começou a ser investigado no mesmo dia e, até hoje, a polícia já ouviu cerca de 18 testemunhas. Tendo em vista que a morte do garoto foi causada por “hemorragia interna e laceração hepática [danos no fígado] causada por uma ação contundente”, os oficiais já reuniram provas o suficiente para descartar a hipótese de um acidente, segundo o G1.

O inquérito, no entanto, ainda não foi concluído e, dessa forma, nenhum suspeito foi acusado formalmente, mesmo que a polícia acredite que trate-se de um assassinato. Da mesma forma, falta esclarecer o que realmente aconteceu com Henry naquele dia.