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Caso Henry Borel: mãe fez selfie na delegacia em que prestou depoimento sobre a morte do filho

A fotografia foi resgatada do celular de Monique Medeiros pelas autoridades que investigam o caso

Redação Publicado em 09/04/2021, às 09h04 - Atualizado em 03/05/2021, às 09h46

Monique Medeiros em fotografia tirada na delegacia
Monique Medeiros em fotografia tirada na delegacia - Divulgação

De acordo com informações publicadas na noite da última quinta-feira, 8, pelo portal de notícias G1, Monique Medeiros Costa e Silva de Almeida, de 32 anos, fez uma selfie com seu celular em uma delegacia do Rio de Janeiro, quando foi prestar depoimento sobre a morte de seu filho, o menino Henry Borel, de quatro anos de idade, morto no dia 8 de março deste ano.

Segundo revelado na publicação, a fotografia foi resgatada do celular de Monique pelas autoridades que investigam o caso. Na imagem, a mulher esboça um leve sorriso ao lado de um homem, além disso, ela aparece relaxada com as pernas em cima de cadeiras.

O comportamento da professora chamou a atenção dos investigadores, já que além da selfie, a polícia também descobriu que Monique foi a um salão de beleza após o enterro do filho, na ocasião, a mulher fez as unhas e o cabelo, gastando R$ 240.

Medeiros e seu companheiro, Dr. Jairinho, estão presos temporariamente desde a última quinta-feira, 8, por suspeita de homicídio duplamente qualificado, tentativa de atrapalhar as investigações, além de ameaça a testemunhas.

De acordo com a reportagem, durante todo o trajeto, desde o momento em que foi presa até ser levada para a 16ª DP, na Barra da Tijuca, Rio de Janeiro, Monique não chorou.

De acordo com uma reportagem publicada pelo G1, em 2 de maio de 2021, os novos advogados de defesa de Monique Medeiros afirmaram que a fotografia foi enviada para uma tia da mulher. Segundo a defesa, a foto foi tirada para tranquilizar a familiar que estaria preocupada com Monique

Relembre o caso

No domingo de 7 de março de 2021,o engenheiro Leniel Borel deixou seu filho Henry na casa da mãe do garoto, sua ex-esposa Monique. Segundo a mulher, via UOL, o menino teria chegado cansado, pedindo para dormir na cama que ela dividia com Jairinho.

Por volta das 3h30 da madrugada, o casal foi verificar o pequeno e acabou encontrando Henry no chão, já desacordado. Monique e o vereador levaram o garoto às pressas para o hospital, enquanto avisavam Leniel, que, desconfiado, abriu um Boletim de Ocorrência.

O caso começou a ser investigado no mesmo dia e, até hoje, a polícia já ouviu cerca de 18 testemunhas. Tendo em vista que a morte do garoto foi causada por “hemorragia interna e laceração hepática [danos no fígado] causada por uma ação contundente”, os oficiais já reuniram provas o suficiente para descartar a hipótese de um acidente, segundo o G1.

O inquérito, no entanto, ainda não foi concluído e, dessa forma, nenhum suspeito foi acusado formalmente, mesmo que a polícia acredite que trate-se de um assassinato. Da mesma forma, falta esclarecer o que realmente aconteceu com Henry naquele dia.