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Caso Henry Borel: Mãe foi ao salão de beleza após sepultar o filho, revela investigação

Monique Medeiros, mãe do garoto e Dr. Jairinho, padrasto, foram detidos na manhã desta quinta-feira, 8

Redação Publicado em 08/04/2021, às 12h49

Momento da prisão de Monique Medeiros
Momento da prisão de Monique Medeiros - Divulgação/Vídeo/Rede Globo

Nesta quinta-feira, 8, o Brasil acordou com chocantes notícias em relação ao caso Henry. Isso porque autoridades que englobam a Polícia Civil do Rio de Janeiro realizaram nesta manhã a prisão de Monique Medeiros, mãe do garoto e de Dr. Jairinho, padrasto da criança.

Conforme repercutido pelo portal de notícias G1, com informações das autoridades, o garoto teria sido alvo de chutes e pancadas na cabeça vindos do próprio padrasto. 

Após a prisão, autoridades revelaram o perfil frio da mãe do garoto, que teria feito compras e até mesmo se dirigido até um salão de beleza localizado em um shopping um dia depois do filho ter sido sepultado. Monique, segundo divulgado, teria sido atendida por três profissionais: pedicure, manicure e cabelo. 

Mas não é só isso que chocou os brasileiros nesta manhã. A investigação aponta que nas semanas que antecederam a morte do garoto de quatro anos, ele teria sido alvo de uma cruel sessão de tortura praticada pelo padrasto.

O episódio ainda teria sido de conhecimento da mãe. Assim, os métodos que resultaram em sua morte precoce seriam o mesmos realizados nas semanas anteriores.


Relembre o caso

No domingo de 7 de março de 2021,o engenheiro Leniel Borel deixou seu filho Henry na casa da mãe do garoto, sua ex-esposa Monique. Segundo a mulher, via UOL, o menino teria chegado cansado, pedindo para dormir na cama que ela dividia com Jairinho.

Por volta das 3h30 da madrugada, o casal foi verificar o pequeno e acabou encontrando Henry no chão, já desacordado. Monique e o vereador levaram o garoto às pressas para o hospital, enquanto avisavam Leniel, que, desconfiado, abriu um Boletim de Ocorrência.

O caso começou a ser investigado no mesmo dia e, até hoje, a polícia já ouviu cerca de 18 testemunhas. Tendo em vista que a morte do garoto foi causada por “hemorragia interna e laceração hepática [danos no fígado] causada por uma ação contundente”, os oficiais já reuniram provas o suficiente para descartar a hipótese de um acidente, segundo o G1.

O inquérito, no entanto, ainda não foi concluído e, dessa forma, nenhum suspeito foi acusado formalmente, mesmo que a polícia acredite que trate-se de um assassinato. Da mesma forma, falta esclarecer o que realmente aconteceu com Henry naquele dia.