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Caso Henry Borel: Monique não seria coagida por Jairinho, afirma delegado

O posicionamento sustentado pelo oficial que conduziu as investigações é de que mãe de Henry não estaria em um relacionamento abusivo

Redação Publicado em 06/10/2021, às 18h14

Fotografia do pequeno Henry na piscina
Fotografia do pequeno Henry na piscina - Divulgação/Leniel Borel

O caso do meninoHenry Borel, de 4 anos de idade, que faleceu em março deste ano, foi a julgamento nesta quarta-feira, 6. A primeira audiência contou com o depoimento do delegado Henrique Damasceno, que liderou as investigações. 

Conforme defendido pelo oficial,Monique, a mãe do garoto, não estava em um relacionamento abusivo com o deputado Jairinho (sem partido). 

"O que está absolutamente claro para mim é que ela mentiu. Ela mentiu e se mostrou, nas duas oportunidades que estava com ele, completamente à vontade com ele, estava como casal", argumentou Damasceno, segundo repercutido pelo UOL. 

O delegado acrescentou também que, em certa ocasião, foi possível verificar que a mãe de Henry teria inclusive intimidado o marido.

"A Thayná [a babá], em uma conversa com seu pai, fala que em uma discussão entre Monique e Jairo, a Monique estava tendo uma postura intimidatória. Ela disse que ele devia sair de casa mas ia ter que continuar pagando as contas ela. Os prints mostram, em outras palavras, que, se ele não continuasse pagando as contas dela, ela ia prejudicá-lo", continuou o policial. 

Essa informação teria sido obtida do celular de Thayná de Oliveira Ferreira, que foi apreendido para ser usado na investigação. 

Vale mencionar que a delegadaAna Carolina Medeiros, que assumiu uma posição auxiliar durante a apuração do caso, concordou com o parecer de Damasceno em seu próprio depoimento. 

"Pelo que foi apurado nas investigações, Monique não pareceu em momento algum intimidada ou subjugada. Pelo contrário. Se tivesse que afirmar um motivo [para ter cooperado com Jairinho] seria o financeiro", disse ela.