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Caso Henry Borel: Vereador Dr. Jairinho e mãe da criança são presos temporariamente

O casal foi levado pela Polícia Civil do Rio de Janeiro, na manhã desta quinta-feira, 8

Redação Publicado em 08/04/2021, às 09h21 - Atualizado às 12h23

Vereador Dr. Jairinho e Monique Medeiros chegando à prisão temporária
Vereador Dr. Jairinho e Monique Medeiros chegando à prisão temporária - Divulgação/ Youtube/ Rádio BandNews FM

De acordo com informações publicadas na manhã de hoje, 8, pela CNN, o vereador Dr. Jairinho e Monique Medeiros, foram presos de maneira temporária nesta quinta-feira, pela Polícia Civil do Rio de Janeiro.

Segundo revelado na publicação, ambos são suspeitos pela morte do menino Henry Borel, de quatro anos de idade. O menino foi encontrado morto no dia 8 de março, no apartamento em que vivia com o padrasto, Dr. Jairinho, e com a mãe, Monique.

Na ocasião, o casal alegou que o menino teria sofrido um acidente. A polícia da 16ª DP (Barra da Tijuca) segue investigando o caso e afirma que a criança teria sido assassinada, além de ter sido vítima de tortura. Sabe-se que laudo inicial da perícia indicou que Henry sofreu lesões graves por todo corpo.

Jairinho e Monique foram presos temporariamente, por serem suspeitos de atrapalharem a investigação e por ameaça de testemunhas. Segundo revelado pelas autoridades, após a morte do menino, o vereador entrou em contato com uma pessoa influente na área da saúde, a fim de tentar impedir que o corpo do enteado fosse levado para o Instituto Médico Legal (IML). O casal deve passar 30 dias na prisão.

Relembre o caso

No domingo de 7 de março de 2021,o engenheiro Leniel Borel deixou seu filho Henry na casa da mãe do garoto, sua ex-esposa Monique. Segundo a mulher, via UOL, o menino teria chegado cansado, pedindo para dormir na cama que ela dividia com Jairinho.

Por volta das 3h30 da madrugada, o casal foi verificar o pequeno e acabou encontrando Henry no chão, já desacordado. Monique e o vereador levaram o garoto às pressas para o hospital, enquanto avisavam Leniel, que, desconfiado, abriu um Boletim de Ocorrência.

O caso começou a ser investigado no mesmo dia e, até hoje, a polícia já ouviu cerca de 18 testemunhas. Tendo em vista que a morte do garoto foi causada por “hemorragia interna e laceração hepática [danos no fígado] causada por uma ação contundente”, os oficiais já reuniram provas o suficiente para descartar a hipótese de um acidente, segundo o G1.

O inquérito, no entanto, ainda não foi concluído e, dessa forma, nenhum suspeito foi acusado formalmente, mesmo que a polícia acredite que trate-se de um assassinato. Da mesma forma, falta esclarecer o que realmente aconteceu com Henry naquele dia.