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Caso Henry: Conselho de medicina do Rio de Janeiro decide manter registro de Jairinho suspenso

A medida impede que Jairo exerça a função médica; o homem está preso desde abril

Redação Publicado em 13/11/2021, às 09h17

Doutor Jairinho em entrevista
Doutor Jairinho em entrevista - Divulgação / Jornal da Record

Na tarde da última sexta-feira, 12, o Conselho Regional de Medicina do Estado do Rio de Janeiro (Cremerj), decidiu por unanimidade manter a suspensão do registro do médico Jairo Souza Santos Junior, mais conhecido como Dr. Jairinho.

A prorrogação do prazo da suspensão se deu pelo fato de o ex-vereador ter cometido uma possível infração contra o Código de Ética Médica.

De acordo com informações da Agência Brasil, a medida acontece com o objetivo de proteger a população, para garantir uma prática correta da medicina no estado do Rio de Janeiro.

Sabe-se que Jairinho está preso desde abril, réu do processo que investiga a morte do menino Henry Borel, de 4 anos de idade, em março deste ano. O ex-deputado era padrasto do garoto. 

De acordo com a publicação, o processo corre desde 10 de junho e está em sigilo. Caso finalizado, as punições podem levar de uma advertência até a cassação definitiva do registro médico.  


Relembre o caso Henry

No domingo de 7 de março de 2021, o engenheiro Leniel Borel deixou seu filho Henry na casa da mãe do garoto, sua ex-esposa Monique. Segundo a mulher, via UOL, o menino teria chegado cansado, pedindo para dormir na cama que ela dividia com Jairinho.

Por volta das 3h30 da madrugada, o casal foi verificar o pequeno e acabou encontrando Henry no chão, já desacordado. Monique e o vereador levaram o garoto às pressas para o hospital, enquanto avisavam Leniel que, desconfiado, abriu um Boletim de Ocorrência.

O caso começou a ser investigado no mesmo dia e, até hoje, a polícia já ouviu cerca de 18 testemunhas. Tendo em vista que a morte do garoto foi causada por “hemorragia interna e laceração hepática [danos no fígado] causada por uma ação contundente”, os oficiais já reuniram provas o suficiente para descartar a hipótese de um acidente, segundo o G1.

Dr. Jairinho e Monique Medeiros foram indiciados por homicídio duplamente qualificado, como agravamento de tortura e recursos que dificultaram que o garoto se defendesse. 

Em outubro aconteceu a primeira audiência sobre o caso. A continuação da audiência de instrução e do julgamento continuará em dezembro.