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Caso Henry: Desde que defesas se separaram, Monique e Jairinho encontram argumento em comum pela primeira vez

O ex-casal está preso desde abril; ambos são réus pelo assassinato da criança

Redação Publicado em 27/10/2021, às 12h10

Monique e Jairinho antes da prisão
Monique e Jairinho antes da prisão - Divulgação/Youtube

As defesas do ex-vereador Jairinho — padrasto deHenry Borel — e Monique Medeiros — mãe do garoto — encontraram pela primeira vez um ponto de concordância, desde que romperam.

Ambos estão presos desde abril deste ano réus pelo assassinato do menino de 4 anos, respondendo no Tribunal do Júri.

No início das investigações, o ex-casal mantinha o mesmo advogado. Com o fim do relacionamento, além da troca de profissional, também houve mudança na linha de defesa.

De acordo com informações publicadas pelo portal de notícias UOL, nesta quarta-feira, 27, a defesa de ambos encontrou um argumento comum: os dois questionam as provas da perícia produzidas pela Polícia Civil durante a investigação da morte de Henry.

Ambos afirmam que o laudo da necropsia — que apontou graves lesões no corpo da vítima — contém erros.

De qualquer forma, ainda existem diversos pontos de convergência. A defesa do médico afirma que a criança foi vítima de um acidente doméstico.

Já os advogados da mãe da criança alegam que o vereador era abusivo com a então parceira, o que teria causado a provável omissão de Monique a respeito das agressões de Jairo contra a criança.


Relembre o caso

No domingo de 7 de março de 2021,o engenheiro Leniel Borel deixou seu filho Henry na casa da mãe do garoto, sua ex-esposa Monique. Segundo a mulher, via UOL, o menino teria chegado cansado, pedindo para dormir na cama que ela dividia com Jairinho.

Por volta das 3h30 da madrugada, o casal foi verificar o pequeno e acabou encontrando Henry no chão, já desacordado. Monique e o vereador levaram o garoto às pressas para o hospital, enquanto avisavam Leniel, que, desconfiado, abriu um Boletim de Ocorrência.

O caso começou a ser investigado no mesmo dia e, até hoje, a polícia já ouviu cerca de 18 testemunhas. Tendo em vista que a morte do garoto foi causada por “hemorragia interna e laceração hepática [danos no fígado] causada por uma ação contundente”, os oficiais já reuniram provas o suficiente para descartar a hipótese de um acidente, segundo o G1.

O inquérito, no entanto, ainda não foi concluído e, dessa forma, nenhum suspeito foi acusado formalmente, mesmo que a polícia acredite que trate-se de um assassinato. Da mesma forma, falta esclarecer o que realmente aconteceu com Henry naquele dia.