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Caso Henry: Investigação aponta que babá conversou com o namorado sobre as agressões: 'Chorando sei que tá vivo, pelo menos'

As autoridades tiveram acesso a novas mensagens no celular de Thayná de Oliveira Ferreira

Giovanna Gomes, sob supervisão de Thiago Lincolins Publicado em 05/05/2021, às 08h29

Divulgação
Divulgação - Foto de Henry na piscina

Depois que a investigação teve acesso a novas mensagens do celular da babá de Henry, o delegado Henrique Damasceno decidiu abrir um novo inquérito para investigá-la pelo crime de falso testemunho. O problema, conforme informou o G1, é que Thayná de Oliveira Ferreira, apesar de ter afirmado que não sabia das agressões de Jairinho, chegou a relatar situações de violência na residêndia da família ao namorado. 

"Existe sim um outro inquérito já instaurado sobre o crime de falso testemunho. Mas no próprio depoimento ela demonstrou que tinha receio por sua integridade física. Possui vários familiares ligados ao investigado e à família", declarou Damasceno, da 16ª DP (Barra da Tijuca).

Em 2 de fevereiro, Thayná conversou com o namorado sobre as agressões que o menino teria sofrido do político. Na ocasião, ela disse que preferia ouvir a criança chorando a não ouvir nada, já que "chorando sei que tá vivo, pelo menos".

Na mesma conversa, ela chegou a dizer que estava desnorteada e que não sabia o que era pior: se é o menino chorando ou em silêncio dentro do quarto com Jairinho. "Sabe naquele dia? Dez vezes pior", relatou a mulher.

Conversa de Thayná com o namorado / Crédito: Divulgação

 

Dez dias depois, em 12 de fevereiro, Thayná escreveu ao próprio pai uma mensagem dizendo que estava escondida no carro com a criança. "Tô escondida no carro com o menino, Monique lá em cima. O menino me agarrou demais, me enforcou, rasgou minha blusa, quando viu o outro".

Em seguida, ela diz que Doutor Jairinho deu 100 reais para que ela ficasse quieta e que foi avisada por Monique de que o patrão iria querer ver seu celular. A babá chama Jairinho de "doido" afirma que o menino está agarrado ao seu pescoço chorando descontroladamente.

Já em outra conversa com o pai, Thayná fala sobre agressões do político à mãe de Henry: "Ele bateu nela, enforcou. Aí ela disse que ele vai sair de casa, mas que vai continuar pagando as coisas dela".

Segundo a polícia, há provas de que Monique Medeiros, pediu que a testemunha mentisse e apagasse as mensagens.


Relembre o caso

No domingo de 7 de março de 2021,o engenheiro Leniel Borel deixou seu filho Henry na casa da mãe do garoto, sua ex-esposa Monique. Segundo a mulher, via UOL, o menino teria chegado cansado, pedindo para dormir na cama que ela dividia com Jairinho.

Por volta das 3h30 da madrugada, o casal foi verificar o pequeno e acabou encontrando Henry no chão, já desacordado. Monique e o vereador levaram o garoto às pressas para o hospital, enquanto avisavam Leniel, que, desconfiado, abriu um Boletim de Ocorrência.

O caso começou a ser investigado no mesmo dia e, até hoje, a polícia já ouviu cerca de 18 testemunhas. Tendo em vista que a morte do garoto foi causada por “hemorragia interna e laceração hepática [danos no fígado] causada por uma ação contundente”, os oficiais já reuniram provas o suficiente para descartar a hipótese de um acidente, segundo o G1.

O inquérito, no entanto, ainda não foi concluído e, dessa forma, nenhum suspeito foi acusado formalmente, mesmo que a polícia acredite que trate-se de um assassinato. Da mesma forma, falta esclarecer o que realmente aconteceu com Henry naquele dia.