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Caso Henry: Jairinho matou menino por sadismo, Monique via vantagem financeira, argumenta MP

A fase preliminar do julgamento do caso começa nesta quarta-feira, 6

Redação Publicado em 06/10/2021, às 09h40

Fotografia de Jairinho e Monique
Fotografia de Jairinho e Monique - Divulgação/Polícia do Rio de Janeiro

Esta quarta-feira, 6, marca o início das audiências de instrução e julgamento a respeito da morte do menino Henry Borel, de 4 anos de idade, em março deste ano.

Sete meses após o caso, o objetivo do Ministério Público do Rio de Janeiro é comprovar que a mãe da criança, Monique Medeiros, e o padrasto, o ex-vereador Dr. Jairinho, mataram o menino com diferentes motivações. As informações são do portal ISTOÉ.

De acordo com a publicação, o MP tenta provar que Jairinho matou o pequeno Henry sustentando um padrão de comportamento sádico; já Monique, teria sido motivada por vantagem financeira.  

“A qualificadora do crime de Jairinho é o sadismo, a satisfação, o prazer em machucar Henry e outras crianças. Já o motivo da Monique é se beneficiar da vantagem financeira nessa situação”, afirma Fabio Vieira, promotor do caso.

As audiências devem contar com depoimento dos réus, da promotoria e também de testemunhas. Caso o juiz determine que a denúncia foi comprovada, Jairo e Medeiros serão julgados pelo crime em júri popular.


Relembre o caso Henry Borel

No domingo de 7 de março de 2021,o engenheiro Leniel Borel deixou seu filho Henry na casa da mãe do garoto, sua ex-esposa Monique. Segundo a mulher, via UOL, o menino teria chegado cansado, pedindo para dormir na cama que ela dividia com Jairinho.

Por volta das 3h30 da madrugada, o casal foi verificar o pequeno e acabou encontrando Henry no chão, já desacordado. Monique e o vereador levaram o garoto às pressas para o hospital, enquanto avisavam Leniel, que, desconfiado, abriu um Boletim de Ocorrência.

O caso começou a ser investigado no mesmo dia e, até hoje, a polícia já ouviu cerca de 18 testemunhas. Tendo em vista que a morte do garoto foi causada por “hemorragia interna e laceração hepática [danos no fígado] causada por uma ação contundente”, os oficiais já reuniram provas o suficiente para descartar a hipótese de um acidente, segundo o G1.

Em maio, então, a Justiça do Rio de Janeiro denunciou Dr. Jairinho e Monique Medeiros pelos crimes de homicídio triplamente qualificado, tortura, fraude processual e coação no assassinato de Henry. Eles estão presos preventivamente desde então.